Bullet Journal – O diário da organização PARTE DOIS (Outras Informações)

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Outras informações sobre Bullet Journal
Antes de prosseguirmos para a decoração e outras adições, decidi deixar-vos mais informações sobre este método. Espero que isto tire quaisquer dúvidas que poderiam ter surgido. Alguns vídeos/sites estão na língua inglesa, porém também encontrei uns em português, que poderão ajudar quem não se sentir confortável com o inglês.

Vídeos

 

Sites

 

Site Oficial de Bullet Journal  (em inglês)

Organização Pessoal com o Sistema Bullet Journal (blog post)

Hacks para Bullet Journal (em inglês)

Agora, esta parte do blog post será apenas dirigida a quem gosta de ter as coisas com decorações, desenhos, ou quem quer adicionar algo mais ao seu Bullet Journal. Existem coisas nesta parte seguinte, que chamaram a minha atenção, como um Registo de Escrita Criativa, ou até mesmo uma maneira de incorporar Listas de Livros por Ler, de uma forma bastante criativa e bonita aos olhos. Se estão curiosos, continuem a ler.

Como Decorar?

Podem decorar de várias maneiras, mas digo-vos que minimalismos são o mais fácil, especialmente a quem começa. Sei que na primeira semana, a começar este método, tudo o que era confuso apenas baralhava-me. Com o tempo fui adicionando mais coisas, e no próximo mês irie adicionar mais, ao meu passo, ao meu ritmo.

Para o caso de estarem com curiosidade, deixo aqui algumas ideias. Como é o caso de Washi Tape. Um exemplo, que posso dar é utilizarem Washi Tape para marcar limites, ou dar um pouco mais de cor
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Igualmente, podem só usar a caneta para criar diferentes tipos de cabeçalhos ou títulos.
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Ou até mesmo diferentes desenhos caracteristicos.
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Como podem reparar, a criatividade não tem limites, no desenvolviment de um Bullet Journal.

O que Adicionar?

Podem dar uso ao vosso Bullet Journal, com vários motivos, desenhos ou ideias a adicionar para dar-lhe um ar mais pessoal. Estas são algumas ideias, mas podem usar vossa imaginação e criar algo único ao vosso quotidiano.

Listas!
As mais usuais listas de tarefas, não só o único tipo de listas que podem ter no vosso Bullet Journal. Escolham uma página para Livros Lidos/Livros Por Ler, podem até decora-los cada um com seu desenho de lombada de livro, em estantes. Aqui ficam outras dicas:

– Lista de Livros/Book List

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– Lista de Filmes/Movie List

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– Lista de Desejos/Wish List
– Lista de Aniversários/Birthday List

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– Listas de Ideias

Sáude!
Eu sou daquelas pessoas que realmente se lançou de cabeça no Fitness, por isso o meu Bullet Journal é uma maneira de organizar os dias em que pretendo ir ao ginásio, e novas adições ao meu treino que gostaria de fazer. Outras ideias que ofereço-vos, é de planear as vossas refeições, organizar receitas preferidas, criar um diário meteorológico no início da semana, que irá guiar-vos, entre outras:

– Registo de Exercício Físico/Exercise Tracker
– Registo de Perda de Peso/Weight Loss Tracker

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– Lista de Compras/Grocery List
– Planeamento de Refeições/Meal Planning
– Diário Alimentar/Food Log

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– Receitas Preferidas/Favorite Recipes
– Diário Meteorologico/Weathr Tracker
– Registo de Água /Water Tracker

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Vida Pessoal!
A nossa vida pessoal está cheia de opções por onde pegar e elaborar, de forma a tornar um Bullet Journal mais pessoal. E se no início de um ano novo ou mês prestes a começar, adicionar-mos os nossos objetivos para esse próximo tempo que vem? Se são pessoas que têm como sonho viajar, podem também decorar o vosso Journal com vários destinos turísticos do vosso agrado:

– Lista de Tarefas Domésticas/Chore List
– Locais a Visitar/Places To Travel

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– Objetivos Do Ano/Yearly Goals

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– Registo de Hábitos/Habit Tracker

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– Diário de Memórias/Memories Log

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Creatividade!
E como não podia deixar de ser, deixo-vos aqui duas ideias para um Bullet Journal guiado mais em torno da vossa criatividade, que é algo que busco muito para organizar-me. Um Registo de Escrita, como o que eu escolhi para o meu próprio Bullet Journal, baseia-se em preencher os objetivos de palavras escritas na minha história. Como podem observar, parte do meu diário está em Inglês, especialmente títulos. O restante, escrevo em Português, como as tarefas. É só porque o Inglês, para mim, é a minha língua preferida e acho-o bastante bela, mas para escrita, não há nada como a minha lingua materna!

– Registo de Escrita/Writing Tracker

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– Diário de Criatividade/Creativity Log

Outros!
– Registo de Estudo
– Registo de Poupanças
– Melhores Websites
– Diário de Gratidão
– Objetivos Académicos
– Diário de Sono
– Palavra do Dia
– Música do Dia
– Listas de Músicas
– Registo do Humor

E se são minimalistas, esqueçam tudo isto e fiquem pelo o que vos é comfortável!
Bom journaling e vêmo-nos num próximo post.

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Bullet Journal – O diário da organização PARTE UM (O que é/Como começar)

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O que é?
Todos sabemos o que são agendas, isso é certo e sabido. Também é certo e sabido que agendas existem em vários formatos, agendas de estudante e agendas anuais; agendas com vários modelos, agendas com semana de duas páginas e dia por página. Podia passar horas descrevendo cada modelo de agenda, mas não irei por falta de tempo. Depois temos os diários ou “journals” (jornais) que são o contrário. Ao passo que temos as agendas para marcarmos os nossos acontecimentos importantes do futuro (palavra-chave, futuro), os diários/journals guiam-nos para o presente. Mas tudo isto para explicar o que é um Bullet Journal. Sem divagar mais, chego-vos ao cerne da questão: um Bullet Journal reúne o bom de cada um destes dois métodos diferentes – o facto de pudermos organizar o nosso futuro e presente, e além disso torna-lo num diário de várias coisas. Podemos manter um registo dos nossos pensamentos, arte, trabalhos, estudos, hábitos e muito mais. Mas mais nisso, mais à frente. Por agora, que tal falarmos um pouco mais para quem é bom um Bullet Journal?

Se és alguém que sempre dá de caras com listas de tarefas…
Que adora material de escritório (sei que sou)…
Que adora agendas ou diários…
Que perde o hábito de manter um diário…
Que gostam de manter hábitos ou atingir objectivos…

Então Bullet Journal, é para ti!

O que precisas?
Este método é dos mais fáceis que até agora encontrei. Um caderno que qualquer género serve. Não precisam de um caderno Moleskin, porém se assim quiserem-no podem usa-lo, nada vos impede – só com isto quero dizer que qualquer caderno serve.
Depois, o essencial exige uma caneta ou esferografica. Eu gosto de usar as da Staedtler Triplus Fineliner, pois além de serem rápidas de secar no papel, têm várias cores por onde escolher e são fáceis de manusear. Podem ser simples e usar apenas uma cor, duas cores ou várias cores. Isso depende do vosso gosto e do vosso objetivo.
Se são do tipo de pessoas que usa qualquer desculpa para comprar material de escritório da “moda”, ou gostam de decorar tudo o que aparece nas vossas mãos, este é algum material opcional que podem usar. Mostrarei mais adiante, maneiras de dar uso a estes materiais:
– Washi Tape
– Post-its
– Autocolantes

Notas
O Bullet Journal é um método bastante personalizável, costumizável e único para cada pessoa.
Podem manter a vossa agenda, juntamente com um Bullet Journal. Isto é algo que continuei a fazer. Enquanto na agenda mantenho tudo o que terei a fazer no futuro, o meu presente está lá descrito e organizado, de modo a não perder nada de nada. E posso sempre conciliar ambos.
Existem algumas coisas necessárias para manter um Bullet Journal bem organizado, e não se perdem a meio caminho.

Organização de um Bullet Journal?
Em primeiro lugar, a base de um Bullet Journal, são as tarefas (bullets) que o consistem e iram manter o vosso dia ou semana em ordem. Um conjunto de símbolos irá facilitar o trabalho, e tê-lo como primeira página, facilitará ainda mais. A isto chama-se uma “Key” ou Chave. Aqui deixo-vos dois exemplos de uma Chave/Key,  que podem adaptar às vossas necessidades. Isto é apenas o básico-normal, mas se precisarem de mais símbolos, podem inventar ao vosso gosto para ser-vos mais fácil de lembrar, ou reduzir o número se virem que só precisam mesmo do básico. Aliás, com uma simples pesquisa no google ou weheartit, podem encontrar outros tipos de Key.

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gosto mais do #2, mas o #1 também é muito visual

Depois da Key, vem o Index. O Index serve como Índice para manter-vos a par de tudo o que está acontecendo no vosso Bullet Journal. Este contém todos os conteúdos, o que explicarei mais adiante. Esta é uma vantagem que chamou-me a atenção neste método – a versatilidade.

Em terceiro lugar, temos o mais desejado – a organização, género agenda. Eu, pessoalmente, recomendo que tenham uma Página Mensal, onde escrevem os dias do mês em ordem vertical, e onde apontam as datas mais importantes ao mês presente. Na página seguinte, e isto é apenas uma sugestão, escrevo os meus objetivos para esse mês. Podem também, em vez, deixar a página para as memórias importantes desse mês. Mas sobre sugestões, falo noutro post.
Depois vem o que eu mais busquei neste método – a organização diária. Eu mantenho uma organização de dois a três dias por página, pois não tenho muitas tarefas. Mas podem adaptar ao vosso estilo de vida. Volto a dizer, num segundo post, irei referir as diferentes maneiras de criar e dar vida ao vosso Bullet Journal!

É tudo por agora, espero que tenham gostado desta introdução longa. Se estão curiosos, para a semana irei falar de outras versatilidades do Bullet Journal. Tenham um bom dia, e mantenham-se a par de tudo o que acontece no blog, usando também as redes sociais – Facebook, Twitter e Tumblr! 

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A caminho do concurso #EmMaioSurpresasMil

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Boa tarde, meus leitores! Hoje trago-vos uma bela notícia. Nesta bela manhã de segunda-feira (se fossem todas as segundas feiras assim!) foi para os correios, com o manuscrito do meu primeiro livro, enviar uma encomenda… para um concurso de escrita! Sim! Inscrevi-me num concurso de escrita. Deu trabalho, porque a iniciativa de traduzir o meu livro para cidades portuguesas, nomes portugueses e tudo o resto, foi de outrem, mas achei que ficaria bem. Então, quando soube deste concurso, em Janeiro, pus-me no desafio de o traduzir, reler, reeditar, re-modificar e reestruturar (muitos “re”) mas finalmente ficou perfeito. Se bem que ao enviar, comecei a ponderar “e se tirasse aquele fim?” “e se apagasse aquele diálogo?” “e se” “e se” “e se” mas não voltei atrás. Papeis assinados, declaração feita, encomenda enviada!

Pois bem, estou orgulhosa de mim. Fiz algo que vai contra os meus medos – expôr a minha escrita, e sei que ganhar não é o meu objectivo principal – o objectivo principal está feito: ganhar confiança para finalmente participar num concurso literário.

Tenham força, meus leitores, para lutar a favor dos vossos sonhos e contra adversidades, quer físicas ou psicológicas. E eu lutarei a favor dos meus.

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Uma homenagem à minha Avó

Quando perdemos alguém, é sempre doloroso. Muito mais quando perdemos alguém que nos era especial. Mesmo passados treze anos, sei que nunca vou esquecer o seu sorriso. Ou como ela disse-me, muitas vezes quando eu pegava em livros e lia-os com curiosidade e estimo:

“Segue os teus sonhos, eles são grandes”

Eu tinha apenas oito anos quando ela deu a sua última respiração. Não sou criança mais, passei pela adolescência e sou considerada adulta legal agora, com vinte e um anos. Mas posso até chegar à terceira idade, e sempre lembrar-me-irei da sua presença como uma alegria, não uma tristeza.

Porque é o melhor que posso fazer.

Peço desde já, desculpa pelo random!

  • Elizabete Reis

Fecha os Olhos e Escreve #22

Sinto os meus pés tocarem esta areia. Fico parada no meio dela, sentido a brisa marítima fazer o meu cabelo esvoaçar. As ondas quebram ainda um pouco longe, mas o mar chega e acaricia os meus pés. Podem me chamar exagerada – mas és a minha vida. Sem ti, mar, eu morreria.
Movo lentamente pela água salgada que me arrefece lentamente os pés. Agora já chega aos meus joelhos, e mal consigo suportar esta ansiedade e desejo de mergulhar. Ando mais um segundos e sinto a água chegar-me ao umbigo. Dou um impulso e fecho os olhos, tento aguentar o máximo a respiração debaixo de ti, mas começo a ficar sem ar. Regresso á superfície e respiro bem fundo. Um sorriso percorre a minha boca e eu fico feliz.
És a minha vida.
Desde pequena venho cá. À mesma praia. Percorro a mesma areia. O mesmo mar. O mesmo lugar. Sinto-me com 5 anos novamente, e isso faz-me feliz. Sinto como se voltasse à altura em que fugia de ti, quando a tua temperatura era insuportável. Sinto como se voltasse à altura em que não queria sair, quando a tua temperatura me refrescava, nos dias de maior calor. É uma necessidade. É um vicio.
Quando digo que “sem o mar, morreria”, é porque é verdade. Passei já dias em que a linha do horizonte deste oceano era tapada por prédios altos, e senti uma tristeza percorrer-me. Sou como um peixe, mas o meu signo é um mamífero que consegue viver sem ti.
Mas eu não consigo. És tu quem me relaxa. És tu que me leva atrás no tempo. És tu, a minha inspiração. És tu que me pões este sorriso. E não és nenhum figura humana.
És apenas o mar, e isso basta-me.

24-06-2010

  • Elizabete Reis

Diário de Escrita #35

Para começar, devo dizer que horas são agora. Uma da manhã. Aliás, uma da manhã com extra quatro minutos. Os meus pais já foram dormir faz uma hora e mais meia, e eu fiquei-me pelo computador. Disse a mim própria hoje (ontem?) de manhã que ia preparar os três posts desta semana. Mas não tinha paciência. Depois a paciência veio. Mas estava a dar Emergency Room e fiquei-me a ver. Depois esqueci-me. Depois lembrei-me. E tinha de sair de casa, e deixar o computador para trás. Imprevistos acontecem, não é? Porém, quando lembrei-me, quando a paciência veio e quando tinha cabeça para o fazer…. fiquei presa na música que escolhia e no tema do texto que escolhia para escrever. Recordei-me então de algo importante.

É dia 27 de Setembro e eu ainda não escrevi uma PALAVRA sequer na minha história! Este é o bloqueio mais longo que já aconteceu-me, e está difícil de quebrar. Ainda mais que queria tirar Outubro para preparar a história para o NaNoWriMo pois, não sei se já mencionei, mas tive uma ideia assim repentina. Não sei se me valerá de muito. Mas só tenho uma frase de momento, uma personagem e uma pequena parte do acontecimento. É preciso pesquisa. É preciso estruturar. Mas a este ritmo, nunca acabo a primeira e vou jogar-me de cabeça noutra? Sei que é só durante o mês de Novembro (e Outubro, se contarmos a preparação) mas porque hei-de eu fazer isto? Outra vez? Das outras vezes nunca ganhei, porquê tentar sequer se não vou ganhar e completar as 50 mil palavras? É como entrar numa corrida de 5 km, sabendo que com 500 metros já fico com cansada.

Talvez porque gosto. Gostei e gosto, ponto. E se gosto de correr, vou correr. Porém, não gosto de correr. Quero dizer, gosto. Mas… é complicado.

A falar nisso, eu tinha planeado amanhã acordar cedinho para um passeio matinal à beira-mar. Que estou a fazer à uma da manhã (e treze minutos) a escrever sobre pensamentos que tive enquanto escrevia um texto que… sim!… escrevi. Amanhã, ou seja daqui a sete horas, o texto estará publicado. Está agendado. Não é dos melhores, não revi é por isso que digo isso, mas o tema foi bonito. Nunca teria pensado naquilo. Foi alguém com quem falei que deu-me a ideia. Tenho de lembrar-me de agradecer-lhe de manhã pela ideia, não esquecer-me.

Um minuto passou.

Dois, aliás. Melhor não olhar terceira vez, ou já são uma da manhã e dezasseis.

Vou dormir. Vim só deixar um update. Será que é amanhã que finalmente escrevo na minha história? Já nem sei em quantas andava, mas não esqueci-me das personagens ou do enredo principal. Talvez do seguimento do capítulo que talvez tinha começado, se comecei, mas isso pega-se em fios soltos e ata-se o nó e está feito.

Alguma vez aconteceu-vos ser madrugada e estarem mais acordados que uma criança em excesso de cafeína e com demasiado açúcar circulando no sangue? Bem, isso descreveria bastante sucintamente como estou neste momento. Mas acreditem, como qualquer pessoa cansada, isso é tudo ilusão. No momento em que deitar a cabeça na almofada, vou adormecer logo ou relativamente logo.

Tenham uma boa semana. Sei que segundas-feiras são difíceis para quem trabalha e estuda, mas lembrem-se! “Everyone wants happiness, no one wants pain. But you can’t have a rainbow without a little rain” / “Todos quem felicidade, ninguém quer dor. Mas não podemos ter um arco-irís sem um pouco de chuva”.

  • Elizabete Reis

Desculpem

Vou tirar uma pausa do blog esta semana, daí o não-post de ontem.

Infelizmente, descobri que a minha gata está muito doente e hoje saberei se tenho que pô-la a dormir ou internada, o que não é provavelmente a melhor opção… visto que só será aumentar a sua dor e ela está em bastante dor. É o meu primeiro animal de estimação, a minha companhia diária e infelizmente sofre de uma doença sem cura e com um prognóstico nada bom.

Peço desculpa. Peço desculpa a mim, mais que tudo. Odeio fazer isto, mas acho que vai ajudar e vão ser só uns dias.

Os textos semanais, as músicas e palavras da semana voltam em breve, e também excertos e escrita da minha história. Tive também uma ideia para uma nova história para o NaNoWriMo. Vou efectuar a pesquisa requerida, estrutura-la e em Novembro começa o desafio. Inspiro-vos a participar comigo, se quiserem.

Até lá, leiam muito, escrevam muito e sejam felizes. O verão está chegando ao fim, mas o sol ainda brilha, pelo menos na minha cidade. É hora de aproveita-lo e abraçar a chuva e frio, pois o Outono é também uma estação linda.

  • Elizabete Reis

Crónica de Vida #6 (Asassínos de Animais)

Quando tinha sete anos tive o meu primeiro pesadelo com um cão. Acordei em suor e controlando gritos, e lembro-me de ainda sentir os dentes do cão do meu pesadelo na minha pele e tremer porque doía tanto que eu não compreendia o porquê. Chorei, levantei-me e pedi aos meus pais para deitar-me com eles. Nunca odiei cães ou desejei-lhes a morte.

Os pesadelos duraram seis anos de terror, e no início forcei-me a ficar acordada e perdia noites de sono com medo que os cães me perseguissem e me levassem à morte mental por completo. Fugia de cães em geral e tremia quando os via perto de mim. Nunca odiei cães ou desejei-lhes a morte.

Mas por algum motivo, a população da minha pequena cidade e bairro ganhou um ódio ardente e sedento de sangue por gatos. Acusam-nos de ladrões por rasgarem sacos que estão no lixo aberto, quando os cães que glorificam arrancam sacos das mãos da população. Acusam-nos de desordeiros por andarem em todo o lado e fugirem dos humanos, quando os cães ladram a ameaçam morder alguém e provocam gargalhadas ao ver o medo nos olhos das crianças. Acusam-nos de crimes que nunca cometeram e acham-se réis da justiça por pôr-lhes um fim às sete vidas que supostamente deveriam viver.

Nunca desejei mal a um cão ou odiei-o. Não gosto, não convivo com eles. Mas muitos cães na minha vida conquistaram o meu coração, brinquei e fizeram-me sorrir em dias tristes. Não eram meus, porque se não gosto não vou ter um na minha vida. Mas lembro-me de visitar um tio meu, o que faço muitas vezes num mês, e estar um pouco em baixo à altura do jantar por motivos de cansaço e esgotamento académico. A cadela dele, que sofreu violência quase toda a sua vida e foi resgatada por esse meu tio, passou os primeiros meses nessa casa depois de sofrer fome e ficar desnutrida, olhou para mim e pedia carinho. Estava pedindo a nossa confiança após dias de nós tentando com que ela visse a nós, humanos iguais aos que lhe causaram dor horrível, mental e física, e perdoasse a nossa raça por alguma vez quebrar a regra de “viver e deixar viver”. Sorri e agradeci-lhe, e após esse dia sempre que me vê corre até mim e os meus pais, pedindo por aquele carinho na cabeça, entre as orelhas, como ela gosta. Não gosto de cães, mas é impossível não dizer que certos cães e animais conquistam o nosso coração. Para sempre.

Então porque matar um animal em frente dos olhos do dono, se quando o fazem a essa pessoa assassina causa-lhe dor e raiva previsível?

Numa conversa com uma vizinha minha, meses atrás – talvez um ano – fiquei a saber que alguns blocos distantes do meu, estava acontecendo um motim diário. Alguns cães foram treinados para matar qualquer gato que achassem criminoso por simplesmente respirar. Ela havia testemunhado a situação, em frente dum bar populoso. Os cães cercaram a vítima, o dono gritou obscenidades e o animal apareceu sem vida, sem salvação. Nessa conversa ela partilhou que desejava que os seus animais nunca sofressem esse fim trágico – num cerco de olhos espectadores e nenhuma alma que o salvasse ou sequer pedisse que parasse.

Hoje, nem sequer uma hora atrás, regressei a casa. O gato mais novo dessa minha vizinha, estava jazido na beira da estrada. Os seus olhos abertos e sem vida, pediam por perdão. A nódoa negra na sua barriga mostrava a dor que ele sofrera. Ainda ontem, aquele animal amoroso apareceu na minha varanda com olhos alegre e vida. Eu e a minha mãe sorrimos. A nossa gata, a nossa querida companhia, tem estado doente e não sai de casa desde o ínicio do verão porque não tem forças para tal. Não é a primeira vez que um gato vizinho nos procura com saudades dela, na varanda da frente e traseira, lugares onde ela costumava estar e brincar ou observa-los. Esse gato e a minha gata, gostavam de estar juntos. Chamava-mo-los de “namorados”, porque um estava dum lado da janela a encostar o nariz  contra o vidro, e o outro repetia o processo. Era amoroso.

Agora ele está morto.

Era cedo de manhã, eu estava arrumando algumas coisas na minha sala de estar. Um ladrar raivoso, alguns gritos humanos e obscenidades foram ouvidas e captaram o meu medo e atenção. Corri para a varanda, pensando que alguma criança estava sendo atacada por algum cão, como tantas vezes temi. As palavras “filho da” seguido dum palavrão horrível ouviu-se, dirigido a um pobre gato que nunca magoou ninguém e sempre deixou-me tocar-lhe. Não consigo perceber o que se passa, e de repente vejo. Dois cães saltam-lhe em cima, lançam o seu corpo para o ar e o dono pede-lhes que o matem, matem sem misericórdia. A minha vizinha, a dona, sai e a neta dela leva a mão à boca. Um grito sai dela e a face dela fica branca. Pedem-lhe que volte para casa e beba um copo de água com açúcar. A mulher grita para o homem, pede-lhe que pare e que não o mate. O homem não ouve. O gato salva-se da morte certa, escondendo-se debaixo dum carro que lá estava estacionado. Um segundo gato salta da vedação e esconde-se no segundo carro. A raiva de não atingir o gato chega ao dono do cão, que desiste após dois minutos e puxa os cães pelo pescoço para leva-los para as suas prisões.

Algumas horas depois, o gato está morto. A vingança foi paga, mas qual vingança será se a única coisa que estão a vingar é o facto de uma raça de animal estar viva? Um animal amado, cuidado e que lutou pela sua vida.

E nunca ninguém vai-se importar, porque acham que o bem está feito. Menos um gato, mais segurança. (Mas os cães é que causam ataques). Menos um gato, mais paz. (Mas os cães é que nos causam noites em branco). Menos um gato, um prémio Nobel da paz.

Isto está justo? Ver o nosso próprio animal ser assassinado aos nossos olhos, é justo? As sociedades protectoras de animais nada fazem, porque nada está errado. A polícia não se importa, porque não são humanos. As câmaras municipais ignoram, porque não é trabalho deles. Um assassino nasceu e até atacar um ser humano, não irá ser culpado. O dono que o fez ficar sedento por morte nunca será culpado. Treinam cães para matarem animais, culpam a natureza canina pelas mortes humanas.

Fazem a arma, mas culpam a lâmina por matar. Não o que a usou.

Porque é assim que as coisas funcionam neste mundo.

  • Elizabete Reis

Pequenos Momentos

Ainda estes dias apercebi-me de algo. Existe um dos meus posts que tem recebido mais visitas que todos os meus restantes textos. É o texto talvez que orgulhei-me mais antes de publicar porque – apesar de alguns dos meus temas serem coisas que nunca experienciei – e este ser um desses, as palavras fluíram bem no momento de transmitr ideias. Achei que deveria partilhar este pequeno momento, porque alegrou-me. Além de amanhã fazer oito meses que o publiquei.

O post a que me refiro é este.

Muitos dos meus textos vêem de coisas que observo e situações que vi em algum lugar ou aparelho de tecnologia. São coisas que fazem-me pensar “e se fosse eu?” e tento ver como reagiria, e como tal pessoa com tal traço de personalidade reagiria. Dependendo do que queira obter como resultado. É muito raro escrever sobre mim, mas também o faço. Vejo no meu primeiro texto por iniciativa própria que escrevi, que haviam muitos (quase todos?) pormenores que iam ter aos momentos que vivia naquela altura. Mas a partir daí não notei rápida associação da minha vida com a minha escrita. E esse texto que escrevi nesse dito post, não tem em nada a ver com o que passei. Mas quando escrevi… parecia que tinha passado, pois senti todas essas emoções enquanto o fazia, como se encarnasse essa personagem.

É hora de invocar o meu poema preferidos de todos os que já li:

“O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.”

Este poema foi o que mais me fez adorar o 12º ano. Fernando Pessoa foi um grande poeta. Nunca digo isto vezes suficientes.

  • Elizabete Reis ❤

Música Para Os Meus Ouvidos #18

Neste momento, enquanto este post que agendei é publicado, devo estar celebrando o meu 21º aniversário da melhor maneira. Então decidi que iria escolher a música desta semana, uma que ouvi durante muitas vezes e repetições durante dias, anos atrás. Adoro a Kelly Clarkson, especialmente as suas músicas mais antigas. Esta, é uma das minhas predilectas. Deixo então o refrão e versos preferidos com os quais me relacciono. Tenham um bom dia, uma boa semana e… é só isto!

“Grew up in a small town
And when the rain would fall down
I’d just stare out my window
Dreamin’ of what could be
And if I’d end up happy
I would pray”

“I’ll spread my wings, and I’ll learn how to fly
I’ll do what it takes till I touch the sky
And I’ll make a wish, take a chance, make a change
And breakaway
Out of the darkness and into the sun
I won’t forget all the ones that I love
I gotta take a risk, take a chance, make a change
And breakaway”

– Elizabete Reis