Apaguei os excertos da minha história?

Olá leitores, como podem ver algumas informações da minha primeira história “desapareceram” do blog. Pois bem, é porque estou alterando algumas coisas importantes – como nomes de personagens, lugares e outras coisas – e não posso ter publicado algo que não está ao corrente do que devia. Vai dar-me trabalho? Vai, são mais de 100 mil palavras! Talvez mude algumas coisas na história, talvez não… Veremos, veremos.

Tenham um bom início de fim-de-semana!

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Diário de Escrita #40 + Excerto!

“- Que é isso? – perguntei, semi-cerrando os olhos ao sol que embatia na minha face. Afastei-me na diagonal mas acabei batendo com o ombro em Leonardo – Desculpa.

– Não tem mal – tocou no meu ombro – Isto, minha cara Mar, é-

Ele começou a abrir o estojo, preparando-me para mostrar-me quando eu soltei uma pergunta que pairou no ar durante segundos, como um fumo num ambiente sem vento.

– Mar?

– Sim – riu-se – Marta começa com mar eu gosto do mar. Não gostas?

– Prefiro as montanhas – repliquei, só apercebendo-me depois do que ele quis dizer e corei – Câmara?

– Uma câmara SLR – fechou os olhos, como que imaginando o primeiro momento que a teve nas suas mãos – Custou-me uma pipa de massa e três meses de part-time mais uns troquinhos dos meus pais, mas finalmente a tenho – colocou a fita ao pescoço e ergueu-a no ar – Passarinho!

Gritei “não”, rindo de nervosismo. Rodei o meu torso e cabeça, tapando a minha face com as mãos e a minha bolsa que pendia do meu ombro e segurei com uma das mãos para extra protecção. Leonardo soltou uma gargalhada, e apontou o ecrã da câmara para eu ver a foto. O meu cabelo esvoaçava no ar, escuro e com tom cremoso contra a minha pele pálida do meu braço, como ganache num cupcake de baunilha.

– Se bem que se mostrasses a tua cara ficava melhor.

– Duvido – murmurei.

– Duvidas, é? – ele riu-se e eu não percebi bem porquê. Tossiu para clarear a voz – Então, que gostas de fazer?

– Gosto de desenhar, vou seguir artes.

– A sério? Podias desenhar-me?

Corei e sorri. Só me lembro de olhar para o chão com sobrancelhas elevadas em timidez quando um flash cegou-me ligeriamente e um click quebrou os meus pensamentos de vergonha. Ele tinha tirado uma selfie a nós os dois. Virou a câmara e escolheu a opção de rever a fotografia, sorrindo para si.

– Esta não te mostro – revelou para mim, escondendo a câmara distante de mim.

– Porquê? – coloquei as mãos na minha cintura, em pose séria – Está assim tão má?

O seu riso era alto e sorrateiro, marcante e inesquécivel. Como o primeiro dia de sol depois de um longo inverno, quente e acolhedor, mas estranho na pele.

– Vais ter de merecer ver a fotografia – empunhou a máquina com sorriso de soslaio por detrás desta máquina preta – Faz pose.

– Não – estiquei o braço para esconder-me. Flash – Leonardo!”

(Cartas Para Amanda, esboço)

Escrevi 2334 palavras, o capítulo mais longo até agora. O que faz com que tenha 32160 palavras  escritas até agora. Este primeiro esboço está correndo bem, no próximo capítulo vou “apresentar” a última personagem importante. Mas não é o Leonardo nem a Marta. Só achei que devia partilhar algo, porque comecei a rir bastante para mim mesma ao escrever esta cena. Na minha cabeça parecia algo interessante, mas não sei se o transmiti assim tão interessante.

Não escrevo mais por hoje, por mais que tenha inspiração, pois estou cansada e tenho uma longa manhã amanhã, por isso devia começar por… dormir.

Boa noite, e bom final de semana – ou seja, quinta e sexta. Vejo-vos no próximo post!

  • Elizabete Reis

Diário de Escrita #26

Infelizmente, atingi mesmo um bloqueio. Gosto de escrever por ordem dos capítulos porque.. sou desorganizada e assim evito baralhar-me. Mas bloqueei no capítulo 9 e a partir daí torna-se difícil. Difícil, o quê? Descobrir sobre  o quê escrever… a minha ideia não funciona e foi aí que bloqueei. Tenho de dar-lhe a volta, mas isso é complicado. Também ando-me ocupando com outras actividades e isso dificulta as coisas porque distraio-me.

Estou quase nas 12 mil palavras. Vou tentar arranjar ideias, não sei como. Gostava de chegar às 12 mil ainda hoje, só faltam 200 palavras.

Para vocês, vou deixar-me um excerto que veio-me à cabeça quando estava escrevendo dias atrás… gostei, pode não estar bom, mas gostei:

– Algo diz-me que ela pode ajudar-me.

– Com o quê? – ele riu, como se fosse uma pergunta parva – Até agora só a vi fazer babysitter.

Abanei a cabeça.

– Por vezes, quem é trunfo não faz por isso todo o dia. Por vezes, é nas ocasiões especiais que sabe-se que essa pessoa pode ajudar-nos. E ela pode. Ela pode, Paulo – olhei para o vazio, pensando – Acho que ela pode salvar muita coisa. Muita gente…

– Elizabete Reis ❤

300 visitas! + Excerto da minha nova história

Quero agradecer a todos os que lêem, acompanham, visitam este post, pois são vocês que levaram a que o número 300 esteja nesta imagem:

8-5-2015

Quis partilhar a minha alegria com este número, só isso. E por causa disto vou partilhar o primeiro parágrafo da minha história, na qual estou trabalhando agora, espero que gostem:

“Com seis anos perguntei à minha mãe, durante uma missa de domingo: “Mãe, porque é que vocês são louros e eu tenho cabelo preto, porque é que vocês têem olhos claros e eu nasci com eles escuros?”. Com uma gargalhada, a minha mãe ofereceu-me uma boneca e disse-me que eram perguntas parvas. Por isso guardei as minhas ideias para mim, mesmo que a verdade fosse que não inseria. Nenhum familiar alguma vez disse as palavras “és igual ao teu pais”, “tens os olhos da tua mãe” ou “fazes lembrar-me o teu pai”. Com seis anos não acreditei muito nas minhas dúvidas, mas dois anos atrás, questionei-os novamente. Deram-me uma gargalhada, ofereceram-me vinte dólares e disseram que eram perguntas parvas.”

– Elizabete Reis <3, já nas 7 mil palavras e ainda muito por acrescentar!

P.S: Tenho uma nova página no Facebook, podem gostar se quiserem. O link encontra-se na barra lateral. Beijos!!

Wattpad – Capítulo Dois!

“- Haven? – pedia Emma, do outro lado da linha, desespero na sua voz – Por favor diz-me que não vais saltar da janela! Por favor!

A rapariga sorriu matreiramente, apertando os laços das sapatilhas pretas enquanto segurava com o ombro direito o telemóvel, em princípios de cair. Logo que puxou as mangas da camisa de flanela vermelha e preta até aos cotovelos, dando-lhe um ar jovem e rebelde, respondeu à amiga e às suas súplicas, com uma ponta de brincadeira de atiçar a preocupação de Emma.

– Desculpa, não te ouvi, estou sentada na beira da janela.”

Para lerem o capítulo, cliquem aqui. Espero que gostem!

– Elizabete Reis

Diário de Escrita #18

Frequências estão feitas, semestre chegou ao fim. Já comecei na tradução do “Anjo Atrás das Barras” e talvez comece a escrever o meu novo livro, outra tentativa a fantasia, espero não desistir como dos outros dois (leia-se “Find Me” e “Forabell”) mas talvez hei-de incorporar algo de ambos, como um é um upgrade do outro. E “Find Me” é uma nova versão de duas histórias que eu escrevi com 16 anos, quatro anos atrás, uma delas sendo uma obra de fanfiction.

Estou pensando publicar mais um capítulo ou excerto deste do “Anjo Atrás das Barras”. Se estiverem com curiosidade em vê-lo, dêem um like ou deixem um comentário e irei pensar no assunto definitivamente positivo!

Entretanto, desejem-me sorte enquanto torno-me bilingue e traduzo o meu próprio livro.

– Elizabete Reis ❤

Capítulo Dois [Anjo Atrás das Barras]

Riu-se, sem motivo algum que o despoletasse, e atravessou a relva. O seu corpo tentava andar numa linha recta, mas tropeçava em objectos invisíveis, rindo-se dos seus desequilíbrios. Logo que estava perto de chegar ao passeio e retomar o percurso de volta a casa, embarrou numa pessoa e desculpou-se. Quando ergueu a sua cara reparou mais em quem tinha ido de encontrão: um rapaz alto, com umas calças de ganga escuras e uma t-shirt branca um tanto apertada, enquanto na sua face tinha um sorriso traiçoeiro.
– Desculpa – Haven disse, levando a mão à boca. Sentia um pequeno reflexo gástrico, mas rejeitou-o com um golo em seco. O seu estômago teria que aguentar.
– Não tem mal.
(…)
– Queres boleia?
Virou-se, fitando-o com um erguer de sobrancelhas, analisando-o. Podia cheirar-se na sua roupa o odor a cigarro e o bafo a álcool, mas confundia-los com o ambiente em redor. Abanou a cabeça e levantou os cantos da boca.
– Acho que ainda consigo andar.
Deu um passo em frente, confiante, mas desequilibrou-se e num momento de fraqueza agarrou-se ao poste de electricidade. Podia sentir o álcool a chegar-lhe à cabeça, a ofuscar a sua visão.
– Achas?
O rapaz olhou-a duvidoso.
– OK, talvez esteja um bocadinho bêbada.
Riu-se, aproximando-se dele. A camisa de flanela desabotoada que sobrepunha-se a um top de alças branco descaíra num braço, deixando-o apenas coberto por alguns cabelos castanhos cor-de-chocolate que mal escondiam a nódoa negra para a qual o rapaz olhava sem ela se aperceber.
– Haven – ela disse, apontando um dedo para si e sorrindo – tu?
Viu o rapaz enfiar as mãos nos bolsos das suas calças de ganga e sorrir-lhe.
– Jake. Jake Cannon.

Dia #7 (NaNoWriMo)

Hoje não escrevo mais pois tenho horas de sono a pôr em dia. Mas já vou começar no quinto capítulo amanhã. Ando a fazer capítulos pequenos e com diferentes tamanhos, uma experiência, mas são tantas ideias que para organiza-las tem de ser assim.

Deixo um pequeno excerto, as primeiras frases:

“É meia-noite, a escuridão cai sobre Forabell à medida que o luar passa a ser a única iluminação existente naquela região. O rei – cansado e visivelmente no limite – desce do seu trono com o auxílio de uma bengala de ouro. Os anos pesam-lhe nos ombros e a longa barba branca denuncia a velhice e a teimosia de alto valor para a cidade. Mas esta não é uma noite normal. Não é uma noite como as outras. É torturante, ou irá ser, logo que este rei abandone o seu palácio, o seu povo, a sua cidade, o seu lar.”

Que acham?

Escrevi 1514 palavras hoje, um pouco mais que o habitual, mas ainda baixo. Não posso escrever mais, mas logo que acabem as frequências, irei pôr a escrita em dia! Prometo! E tenho um poema a preparar para essa altura. Está indo bem, mas veremos se publico ou não.

Beijos e nunca desistam dos vossos sonhos.

– Elizabete Reis