O futuro do blog?

Peço desculpa, mas ultimamente tenho-me questionado muito sobre o porquê de manter este blog. Sinto que atingi um bloqueio na escrita, sinto que forço-me mais que liberto-me ao publicar aqui. Porém, este blog faz parte de mim e não queria abandona-lo. Não assim, não de repente, não de um dia para o outro.

Por isso é provável que o número de posts publicados… diminuem. Não é provável, é bastante certo. Tentarei publicar ao meu ritmo, à medida que for surgindo inspiração. Sinceramente, não tenho força mental para dedicar-me à escrita, por mais que seja difícil de eu admitir – parece que o meu cérebro desistiu da parte literária.

Não leio livros faz meses, não escrevo uma palavra que seja no meu livro faz semanas. E isto assusta-me. Tenho vinte e dois anos, durante os últimos oito anos, que isto nunca aconteceu, pelo contrário – eu queria escrever, e não tinha tempo. Agora parece que nem o tempo nem a inspiração existem.

Estou num impasse. A tentar perceber o que fazer. Se vale a pena continuar nesta luta literária ou não. Se há chama em mim ou não. Se eu posso… se eu quero… se eu irei. Percebem?

Talvez não faça sentido, mas tinha de dizer algo aqui. Algo para explicar o porquê de talvez não publicar nas minhas rubricas esta semana, o porquê de semana passada o post de segunda-feira não ter existido. Algo.

Isto não é um adeus, isto não é o fim. Isto é um até-logo. Até um próximo texto, até um próximo poema ou até um próxima “diário de escrita”. Por mais que sinta que não consigo atingir o meu “eu” amante de escrita estes dias… eu sei que dizer-lhe adeus seria uma das coisas mais difíceis que uma alguma vez teria de fazer.

Espero que tenham uma boa semana. Vivam os vossos dias, lutando pelos vossos sonhos – e eu tentarei fazer o mesmo.

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Fecha os Olhos e Escreve #70

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Baseado na citação de Tom Peters:

“Celebrate what you want to see more of” / “Celebra o que queres ver mais”

Celebra o que queres ver acontecer, celebra o que te anima. Celebra o que faz o teu sorriso aparecer, celebra sem fim. Celebra porque é isso que importa – celebra porque faz-te acreditar!

Celebra o que fizeste, celebra o que outros fizeram. Celebra sem palavras, celebra com gestos. Celebra, porque fizeste por isso acontecer – celebra porque só aconteceu.

Celebra sem “mas”, celebra sem “porquê”. Celebra porque concordas, celebra porque és tu. Celebra sem pedir algo em retorno – celebra, porque retorno ocorreu.

Celebra a tua vida, celebra a vida dos outros. Celebra a tua força, celebra a força de quem te rodeia. Celebra porque faz-te feliz – celebra porque faz-te quem és.

Somente, celebra.

Celebra o que já passou, celebra o que ainda não aconteceu. Celebra-te, porque tu mereces. Celebra-te, sem mais senão.

Celebra-te.

E não digas que não.

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Fecha os Olhos e Escreve #69

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Amar pode doer, Amar pode doer ás vezes, Mas é a única coisa Que nos faz sentir vivos – Ed Sheeran

Ela acreditou em suas palavras, palavras que ele dizia como quem não sente o que menciona em doces sons. Ela acreditou, ela creu que era realidade, o que fantasia somente seria. Fantasia da sua mente, que amor sonhava com. Ela acreditou, deixou-se levar pelas doces falinhas que vinham com aquele sorriso, e não conseguia esquecer. Ela acreditou em tudo o que lhe foi dito, e não deixou que ninguém desse-lhe a volta necessária.

Mas devia ela ter acreditado?

Ela caiu nos pedidos dele, como vítima certa. Ela caiu nos seus braços e deixou-se ficar neles, como se neles tivesses os céus do paraíso. Ela caiu de cabeça primeiro, mas não pensando – com o coração amparando a queda. Ela caiu, e não deixou que ninguém lhe alterasse os pensamentos sem coerência.

Mas podia ela ter evitado a queda?

Ela magoou-se no que descobriu. Ela magoou-se ao saber que tudo o seu valor custava uma aposta feita por outrem. Ela magoou-se sendo notificado que fora alvo de uma partido. Ela magoou-se, como nunca se magoara antes.

Mas iria alguém ajuda-la a curar-se?

Ela ergueu-se como a fénix das chamas. Ela ergueu-se como se o plano fosse torna-la mais forte. Ela ergueu-se sozinha, e sozinha fez o caminho.

Mas ninguém estava lá para congratula-la.

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Poema dedicado ao Dia Mundial do Sorriso!

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Mostra esse lábios curvando, mostra os dentes

Mostra o que realmente és, mostra-te sorridente.

Um sorriso falso, não irá ser suficiente

Diz então como te sentes, e eu farei-te contente.

Com um abraço ou dois, aquecerei o coração

Talvez então digas, como o sorriso não tem um não.

Pois todos nós temos um sorriso, mesmo que invisível

Quer seja a dor ou a perda, deixar-te-ei invencível.

Não estás sozinho, não comigo no caminho

Já todos passamos por momentos sem carinho!

Não deixes o mundo a sofrer em silêncio

Muda já a face, ninguém é desperdício!

Mostra-me esses lábios curvando, mostra-me esses dentes

Mostra-me ao mundo que és sorridente.

 

Feliz Dia Mundial do Sorriso! E tu, sorriste hoje?

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Diário de Escrita #55

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Tive uma ótima curta sessão de escrita. Quarenta minutos, apenas, mas intensos quarenta minutos. Escrevi o rascunho em papel e caneta, como sempre faço – um capítulo de cada vez – e depois passei metade do capítulo para o computador. Sinto-me completa. Sinto-me inteira. Sinto-me repleta de alegria, alegria que só a escrita e arte literária pode oferecer-me.

Atingi as 20 mil palavras. Quero dizer, a sério? A sério que as atingi? Como óbvio, tive o bloqueio antes deste objetivo, o que fez-me sentir que nunca mais ia ter uma ótima sessão de escrita (olhem que enganou-se). E agora ultrapassei as vinte mil palavras, por mil. Estou nas vinte e uma mil palavras!

Sinto que consigo terminar esta história. Não é nenhuma obra prima, mas acho que consigo termina-la.

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“Tentei” {Poemas}

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Tentei
Por mais que tudo termine abrutamente
Sei que tentei
E sempre tentarei
Pois o meu coração habituou-se aos falhanços
E nada mais teme.

Tentei
E por mais que caia em queda lenta
Sei que aterrarei
Em terra firme
Pois nada mais que tentar é o que sei fazer
E nada mais temo.

Tentei
Mas por mais que tu digas “desiste”
Sei que conseguirei
Atingir o que sonhei
Pois tudo o que quero nesta Terra é ser
E nunca mais temerei.

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A lenda do monstro {Textos Soltos}

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Era segunda-feira, um dia normal, numa semana normal que acabara de começar e ninguém suspeitava que tal animal desconhecido entrasse na cidade onde viviam. Os pais que deixavam as crianças irem para a escola sozinhas, prendiam-nas e telefonavam aos professores explicando que não era seguro. Os comerciantes fechavam lojas por onde o animal desconhecido passava. Os adolescentes pegavam em paus e corriam atrás dele, até suas mães chamarem-nos, com medo correndo nas suas vozes em uníssono. Alguns que não o tinham ainda observado de perto ou longe, ouviam as suas histórias à distância, com ouvidos de curiosidade.
Tem três metros de altura!, diziam
Tem pêlo de urso!, gritavam
E dentes de tubarão!, choravam
Acho que vai comer-nos a todos, pensavam
Mas uma jovem cientista, não mais do que vinte e cinco anos ela tinha, despertou com curiosidade perante tal lenda. Lenda era, pois nem provas havia. Com seus óculos reflectindo o brilho dos seus olhos cheios de inteligentes teorias, procurava uma resposta para aquele animal que todos diziam existir, e ainda não pusera seus olhos em cima. Com mala feita para ir para a Universidade trabalhar, adiou a viagem de regresso, e falou com o cientista maluco da pequena cidade. Explicou-lhe, sem muito mais senão, que a criatura precisava de estudo aprofundado. Talvez um exame sanguíneo, uma biopsia ou até mesmo um estudo de ADN. Mas primeiro teria que encontrar a criatura.
Uns diziam que escondeu-se nas montanhas, mas essas ficavam a léguas de distância.
Outros murmuravam que andava escondendo-se no lar de uma família amedrontada.
Mas ela sabia muito bem que nenhuma dessas afirmações eram verdades, e que as verdades não seriam ditas. Logo, preparou uma mochila e com caminho feito, andou pela cidade. Um pequeno bloco de notas pousava nas suas mãos, gatafunhando as suas páginas com tudo o que os habitantes lhe diziam. Conhecia-os desde infância, desde a sua primeira feira cientifica escolar, até ao dia em que lhes disse adeus para completar seus estudos. Eram-lhe muito queridos ao coração, por isso duvidava que dissessem mentiras. Com dez páginas do pequeno bloco repletas de afirmações, seguiu suas pistas. Enquanto passava perto de um beco, ouviu choramingar. Não, não choramingar: uma mistura de grunhidos, choro e súplicas. Um nuvem de sombras surgiu perante os seus olhos, e a curiosidade avisou-lhe de ter cuidado. Aproximou-se. Murmurando “quem está aí”, aproximou-se ainda mais. Viu as sombras tornarem-se numa imagem real de uma criatura pequena, talvez pequena para o que todos diziam que era, mas real. A jovem cientista encheu-se de entusiasmo… e medo. Mas a pequena criatura, tirou-lhe o medo todo quando murmurou o que parecia ser o choro de uma infância sem ninguém. Estava sozinha – ou sozinho – sem ninguém que viesse a seu socorro. Meia assustada, a jovem cientista aproximou-se e pôs-lhe a mão no ombro. Vendo seus olhos cheios de medo da solidão, apercebeu-se de que não podia ser o monstro que causara tanto terror na cidade. Fora um engano.
Sorrindo-lhe, pensou que ali havia moral a retirar. Iria contar aos habitantes, tudo o que sabia, e faria-lhes crer que não havia nada a temer. Pois nem tudo o que aparente ser, na realidade é; por vezes enganamos-nos, e isso é humano. E com o sorriso ainda transparecendo nos seus lábios, acreditou plenamente nas suas palavras.
Iria pôr um final feliz, naquela história.

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Fecha os Olhos e Escreve #67

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O escritor cria histórias de fantasia na sua mente, que transpira para o papel. Personagens com própria personalidade e características, surgem no meio das palavras, personagens que o leitor irá se rever nelas. Um mundo é criado, estradas são construídas para capítulos que guiam o leitor ao caminho a percorrer até chegar ao cerne da questão, ao que move o livro ou história ou conto. Toda história tem uma moral, quer esta seja inscrita ou descrita no decorrer da mesma, quer seja sabida ou descoberta após mil e uma tentativas. E essa moral que move o leitor, que inspira o escritor e leva à sensação de pertencer à história. Deixa-te levar! Deixa-te levar pela história que um escritor conta e descobre uma vida que nunca esperaste conhecer. Algo que mudará a tua vida, para todo o futuro que virá.

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Fecha os Olhos e Escreve #66

Desafios fazem-te maior, desafios fazem-te crescer. São os obstáculos que a vida mete-nos a enfrentar que nos tornam em alguém mais forte do que alguma vez fomos. Mas como humanos com fraquezas e qualidades, por vezes esquecemos as segundas  e achamos que as dificuldades serão uma das primeiras. E se as dificuldades forem apenas lições para um futuro melhor? Porque são. Tu não fazes erros, tu tens lições de vida a aprender, por isso aproveita-as todas e retira conhecimento novo de cada uma delas. Porque tudo isto que se chama vida, todos os pontos baixos e pontos altos, são algo que não podes dominar. Somente podes dominar o que retiras desses pontos altos e pontos baixos… e crescer.

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Fecha Os Olhos e Escreve #65

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Existe uma vela. Uma vela de cera mágica, e pavio de fantasia, com chamas de historiadores léguas distantes de nós, no tempo e no espaço. Existe uma velha, com verrugas de meter medo, sorriso sem vê-lo.
Existe uma vela. Ela conta contos que mais ninguém consegue contar. Faz crianças sonhar! Existe uma velha. Ela anda com sua coruja de companhia, e esconde-se do mundo no alto da montanha mais assustadora. Existe uma vela – mas se existe, eu não sei – que é capaz de pôr o homem com menos sorrisos em sua vida, chorar de sorrir.
Existe esta vela. Exista esta velha. Uma velha nos seus duzentos anos, que fabrica velas à quinhentos. Misturando cera de dia, enchendo os compartimentos de noite. E assim vive seus dias, escondida do céu e da gente. Esta vela existe – mas não sigam minhas palavras como certas, pois nenhuma velha vi, mas uma vela tenho. Não pensem que uma velha bruxa fabricaria velas tão belas, e é por esse motivo que não acredito em lendas tais. Pois quem, que no seu sangue corre líquido ardendo por malvadez, faria tal vela que só seria capaz de provocar o bem?

Nem todo o que tem sangue mau a correr em suas veias, é capaz do mal que lhe foi incutido a fazer. Antes de julgares as velas por sua velha; julga a velha por suas velas.

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