Fecha os Olhos e Escreve #70

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Baseado na citação de Tom Peters:

“Celebrate what you want to see more of” / “Celebra o que queres ver mais”

Celebra o que queres ver acontecer, celebra o que te anima. Celebra o que faz o teu sorriso aparecer, celebra sem fim. Celebra porque é isso que importa – celebra porque faz-te acreditar!

Celebra o que fizeste, celebra o que outros fizeram. Celebra sem palavras, celebra com gestos. Celebra, porque fizeste por isso acontecer – celebra porque só aconteceu.

Celebra sem “mas”, celebra sem “porquê”. Celebra porque concordas, celebra porque és tu. Celebra sem pedir algo em retorno – celebra, porque retorno ocorreu.

Celebra a tua vida, celebra a vida dos outros. Celebra a tua força, celebra a força de quem te rodeia. Celebra porque faz-te feliz – celebra porque faz-te quem és.

Somente, celebra.

Celebra o que já passou, celebra o que ainda não aconteceu. Celebra-te, porque tu mereces. Celebra-te, sem mais senão.

Celebra-te.

E não digas que não.

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Fecha os Olhos e Escreve #49

AVISO: Peço desculpa pelo atraso… esqueci-me totalmente que hoje era dia de post!

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Tu és bonita. Tu és uma inspiração, uma obra de arte que todos querem admirar de perto. Tu és bela. Tu és a vida que levas nos teus ombros, tu és o brilho dos teus olhos. Mas ninguém diz-te essas palavras que tanto queres escutar com um sorriso nos lábios, agradecendo. Detrás da tua maquilhagem, ninguém vê tuas inseguranças. Mas se vissem a tua pele real, que diriam? Diriam que és bela, ou bonita? Ou que tuas imperfeições dominam a moldura? As pessoas regem-se pelas aparências, minha pequena menina, não pelo interior. Porque o teu interior é belo, é inspirador e bonito. Mas o teu exterior, não só diz isso, como diz que é imperfeitamente perfeita, e isso está bom. Tens falhas, mas todos temos. Ninguém é uma jarra de porcelana sem rachas, todos temos rachas, mas são as flores que lá pomos que dizem a nossa beleza. São as características que desenvolvemos com o decorrer dos dias – a nossa empatia, sorriso, simpatia – que nos definem. A maneira como mostramos aos outros quem somos.

Tu és bonita. Tu és bela. Com ou sem sombra e batom.

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Fecha os Olhos e Escreve #42

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Mostra-me como deveria ser. Mostra-me como deveria agir. Mostra-me como deveria pensar, respirar e mover. Mostra-me, porque eu já nem sei como te agradar nos dias que virão. Mostra-me como devo pôr o meu cabelo, conjugar as minhas roupas e atar os meus atacadores. Mostra-me como comer o meu almoço, escolher as minhas músicas preferidas e filmes que queira assistir no cinema. Mostra-me como julgar as pessoas, porque parece que a isso tu és profissional. Mostra-me como associar riqueza a aparência, estupidez a falta de estudos e sucesso a quantos amigos alguém tem, porque eu não consigo. Mostra-me como deitar alguém abaixo, como esquecer que os seus sentimentos importam. Mostra-me como não ter empatia, pois esta emoção reina no meu coração. Mostra-me como ser quem eu não sou, já que o que sou não é suficiente. Mostra-me como ser tu, mostra-me como ser tua cópia, mostra-me como ser suficiente. Porque esta casa não é minha, este corpo não é meu, esta vida não é minha. Quero ser um com os meus amigos, não apenas uma cópia deles – quero ser um e ser única. Quero ser suave como o ar, honesta como a voz do vento, ligeira como relva e graciosa como uma borboleta. Quero ser sincera, como a natureza sempre foi. Quero ser… Quero ser… Quero ser tu o que tu não és. Mostra-me como nunca ser tu. 

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Fecha os Olhos e Escreve #20

A nossa mente é como um puzzle, uma sopa de letras se assim vermos as coisas. Todas as respostas às nossas perguntas estão lá, nós somente não as conseguimos ver no meio de tantas falsas ideias. Mas em vez de uma lista de palavras, temos uma lista de tarefas, e em vez de letras, pensamentos e acções que temos de reunir. Lê-mos a lista, começando pela primeira que supostamente é fácil por ter menos acções (letras) requeridas, mas aquele “R” parece-se muito com os tantos outros “B” que existem no mar do alfabeto, que desistimos. Jogamos o lápis, temos dor de cabeça e mandamos palavras sem sentido ao ar. Adiamos, criticamos, rebaixamos. Até que tentamos uma nova técnica, já sabemos as palavras mas porém relê-mo-las. Uma ansiedade antiga regressa, e queremos fugir mas não, ficamos. Procuramos linha a linha, coluna a coluna, letra por letra, pela que nos chama mais à atenção em vez de jogar de cabeça. Seguimos o caminho com o dedo. E encontramos-la, o “R” do fim. Que letra vem a seguir? Praguejamos, esse não é o fim. Toca a prosseguir, encontrar a próxima. Algo em nós diz para desistir, para regressar ao desconhecido, mas uma força interior sabe que a felicidade está ao virar a esquina. Sabemos a resposta, só não conseguimos fazer o corpo encontra-la e ser programado para responder a tal. Segunda tentativa, longa respiração. “O”. Mas será essa? Não. “D” é a palavra seguinte. Levamos as mãos à cabeça e sentimos-nos a bater num muro do qual não conseguimos escapar. Será que a felicidade está à porta? Mas é então que alguém pega no lápis e mostra o “M” no canto, e seguimos com o dedo na diagonal para o “O” e o “R”, voltando para trás para verificar. Sim. É esta. Verificamos três vezes. Perguntamos se é. A voz diz que sim. Temos medo, será que é? Será que é mentira? Será que andamos a nos enganar? Porém riscamos. Olhamos para a pergunta e sorrimos. Encontramos a resposta a “Que deves a ti mesmo?” . Encontramos “Amor”. Amor ao próximo.

Amor a nós próprios.

  • Elizabete Reis