Poema dedicado ao Dia Mundial do Sorriso!

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Mostra esse lábios curvando, mostra os dentes

Mostra o que realmente és, mostra-te sorridente.

Um sorriso falso, não irá ser suficiente

Diz então como te sentes, e eu farei-te contente.

Com um abraço ou dois, aquecerei o coração

Talvez então digas, como o sorriso não tem um não.

Pois todos nós temos um sorriso, mesmo que invisível

Quer seja a dor ou a perda, deixar-te-ei invencível.

Não estás sozinho, não comigo no caminho

Já todos passamos por momentos sem carinho!

Não deixes o mundo a sofrer em silêncio

Muda já a face, ninguém é desperdício!

Mostra-me esses lábios curvando, mostra-me esses dentes

Mostra-me ao mundo que és sorridente.

 

Feliz Dia Mundial do Sorriso! E tu, sorriste hoje?

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“Tentei” {Poemas}

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Tentei
Por mais que tudo termine abrutamente
Sei que tentei
E sempre tentarei
Pois o meu coração habituou-se aos falhanços
E nada mais teme.

Tentei
E por mais que caia em queda lenta
Sei que aterrarei
Em terra firme
Pois nada mais que tentar é o que sei fazer
E nada mais temo.

Tentei
Mas por mais que tu digas “desiste”
Sei que conseguirei
Atingir o que sonhei
Pois tudo o que quero nesta Terra é ser
E nunca mais temerei.

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Apaga esta dor {Poema}

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Diziam que nada era, mas tudo seria
Diziam que nada fora, mas tudo ficaria
As memórias, para nunca desaparecem
Pois com elas, marcas cá permanecem
Que fazer? Somente esperar
Esperar que um dia o vento as lave
Ou que o mar as esvoasse
Por entre as escumbras de um passado
Que eu sempre quis obscurecer
Apagar para o dia futuro que virá
Mas esse dia, nem tarde nem cedo chega
E eu espero, espero tanto
Enquanto tu continuas escondendo-te
Aparece! Aparece! Aparece!
Apaga esta dor que tu fizeste

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Shane Koyczan – Bullying (To This Day/Até este dia)

Aviso: Este vídeo é tão honesto, que poderá fazer-vos sentir emoções que esperaram não sentir com um vídeo tão belo. Como tristeza, empatia…

Se já leram os meus primeiros posts, deverão lembrar-se de um post sobre bullying que escrevi (aqui) e saberão que não suporto bullying por nada deste mundo. Não consigo concordar que uma pessoa sem compaixão possa fazer outra pessoa – um ser humano com sentimentos, espírito e coração que podem ser magoados, quebrados e lesionados para sempre – sentir-se inferior que os outros. Pode levar a problemas de saúde mental (depressão, ansiedade, transtornos alimentares, transtorno stress pós-traumático), a morte por suicídio, a perca da sua personalidade e força interior.

Shane Koyczan tem belos poemas, deixo aqui outros, em inglês:

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Eu sou nada {Poema}

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Disseram-me que era um nada

Que era apenas espaço a mais no mundo

Fizeram-me crer em expressões danadas

Verdades enganadas.

Deram-me um caderno sem conteúdo

Mas caneta, sem vê-la ou senti-la

Avisando-me que não sou mais que

Um mundo sem pintura.

Mas que sou eu então? Somente um corpo

Sangue, ossos, músculos e pele

Alguém que faz outros sorrir e dançar

Mas com ninguém que se importe.

Porém se em mim acreditar

Posso lutar contra eles e adversidades

Ser eu, ser um mundo, ser verdades

Ser livre e brilhar.

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De sonhar, nunca parei (Poema)

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Sonhos são a luz do meu dia

O alimento que me oferece energia

É um sol num mar de escuridão

Uma doçura num mundo de acidez. 

“Mas sem sonhos, como vive”

perguntei ao homem que habita

Naquela casa abandonada, triste

(Triste, a casa, o homem alegre lá reside).

“Vivo como cada um vive

Um passo há frente do outro

Um dia nasce a seguir ao anterior

Sem brilho, só com normal esplendor”

E isso pôs-me a pensar, como para mim

Os sonhos são fonte do meu viver

Mas foi aí que o ouvi dizer, por mais

Alegre que parecesse, triste o escutei

“Mas isso não implica que eu de sonhar, parei”

Elizabete Reis (16-01-2016)

Demónios em Mim (poema)

Os demónios em mim tomam conta do meu ser

Espreitam em cada canto

Observam-me em cada ponto

Sabem cada meu conto

De vida que escondo.

Os demónios são mais fortes que eu serei

Pois eles são tudo menos um

São muitos mais que eu

E reconhecem em mim dor

Que jamais alguém ou eu vi.

Os demónios podem estar, mas vitoriarei

Um dia nesta curta vida

Serei luz na noite vencida

E vencerei o que vencido está

Pois vencida esta luta será

E o vencedor será esta pessoa em vosso contemplar.

  • Elizabete Reis

P.S: Este poema tem a ver com a mensagem que quero transmitir com a minha história. Estava inspirada, quis escrever para a rubrica e saiu um poema em vez. Não pude esperar por Segunda para lerem, espero que gostem.

Textos Soltos #16 “Quando Era Criança” [Poema]

Quando era criança, dançava

Pequenos rádios eram minha banda sonora

E com a pouca antena que tinha, criava minhas coreografias.

Quando era criança, lia

Livros que encontrasse em cantos escondidos

E quando livros faltavam, inventava histórias.

Quando era criança, pintava

Cortava, colava e decorava caixas de cartão

Fazia delas limusinas e casas de fantasias.

Quando era criança, corria

Saltava e andava na minha querida bicicleta,

Arranhava os joelhos e cotovelos, mas sempre ria.

Quando era criança, inventava

Vestidos de guardanapo, tapetes de trapos

Sem nenhuma formação, fui decoradora e estilista.

Quando era criança, Ah! Quando era criança!

Fui livre um dia, e temo o dia em que não possa ser

Uma criança como tantos dias fui.

– Elizabete Reis ❤

Textos Soltos #13 (Minha aragem de ar fresco e paz)

Perguntaram-me como conseguia escrever

O porquê de ter frases feitas mentalmente

Ideias transpostas em celulose ou pixéis

E ainda manter minha sanidade.

“Nenhuma vida é em linha recta”

Digo eu, com sabedoria nas minhas palavras

(E descontrolo no tom ensurdecedor)

“E as que descrevo em literatura

São o meu escape da minha montanha russa.

Podem atirar-me com lápis e esferográficas

Pegarei nelas e com elas farei histórias.

Não sou de pedra, magoo-me e o coração dói

Mas com letras e frases curei-me até hoje.

A caneta ficou sem tinta

O lápis partiu a ponta

O papel rasga-se com minha exuberante potência

E perco-me nas ideias que outrora eram minhas.

Por isso não me perguntem porque escrevo,

A resposta não é clara, até porque esta morreu

Pois tal como aquela respiração ao chegar à nora,

A escrita foi uma aragem de ar fresco e paz.

– Elizabete Reis, fazendo este post à meia-noite exacta

Textos soltos #8 (Nunca tive sozinha – poema)

Nunca tive sozinha

Nem mal acompanhada, contigo a meu lado

Mas sinto um gelo

E parece que a partir de hoje, para sempre foste

Disse-te adeus

Com o meu lenço branco de cetim abando

À beira da janela

Janela de mágoa, dor e remorsos passados

Voltarás?

Talvez, Mas nem uma carta tua recebi

É hoje?

O sol perde para a chuva, tal como o meu coração

Agora conformei-me

Estou melhor que contigo e com tuas piadas asquerosas

Sou uma borboleta

Vivo o dia de hoje, e o teu amanhã, amanhã será

Com ti ou sem ti

– Elizabete Reis, fazendo uma pausa do estudo