Fecha os Olhos e Escreve #70

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Baseado na citação de Tom Peters:

“Celebrate what you want to see more of” / “Celebra o que queres ver mais”

Celebra o que queres ver acontecer, celebra o que te anima. Celebra o que faz o teu sorriso aparecer, celebra sem fim. Celebra porque é isso que importa – celebra porque faz-te acreditar!

Celebra o que fizeste, celebra o que outros fizeram. Celebra sem palavras, celebra com gestos. Celebra, porque fizeste por isso acontecer – celebra porque só aconteceu.

Celebra sem “mas”, celebra sem “porquê”. Celebra porque concordas, celebra porque és tu. Celebra sem pedir algo em retorno – celebra, porque retorno ocorreu.

Celebra a tua vida, celebra a vida dos outros. Celebra a tua força, celebra a força de quem te rodeia. Celebra porque faz-te feliz – celebra porque faz-te quem és.

Somente, celebra.

Celebra o que já passou, celebra o que ainda não aconteceu. Celebra-te, porque tu mereces. Celebra-te, sem mais senão.

Celebra-te.

E não digas que não.

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Fecha os Olhos e Escreve #69

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Amar pode doer, Amar pode doer ás vezes, Mas é a única coisa Que nos faz sentir vivos – Ed Sheeran

Ela acreditou em suas palavras, palavras que ele dizia como quem não sente o que menciona em doces sons. Ela acreditou, ela creu que era realidade, o que fantasia somente seria. Fantasia da sua mente, que amor sonhava com. Ela acreditou, deixou-se levar pelas doces falinhas que vinham com aquele sorriso, e não conseguia esquecer. Ela acreditou em tudo o que lhe foi dito, e não deixou que ninguém desse-lhe a volta necessária.

Mas devia ela ter acreditado?

Ela caiu nos pedidos dele, como vítima certa. Ela caiu nos seus braços e deixou-se ficar neles, como se neles tivesses os céus do paraíso. Ela caiu de cabeça primeiro, mas não pensando – com o coração amparando a queda. Ela caiu, e não deixou que ninguém lhe alterasse os pensamentos sem coerência.

Mas podia ela ter evitado a queda?

Ela magoou-se no que descobriu. Ela magoou-se ao saber que tudo o seu valor custava uma aposta feita por outrem. Ela magoou-se sendo notificado que fora alvo de uma partido. Ela magoou-se, como nunca se magoara antes.

Mas iria alguém ajuda-la a curar-se?

Ela ergueu-se como a fénix das chamas. Ela ergueu-se como se o plano fosse torna-la mais forte. Ela ergueu-se sozinha, e sozinha fez o caminho.

Mas ninguém estava lá para congratula-la.

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Fecha os Olhos e Escreve #68

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Amor autêntico não desvaloriza outro ser humano – Brooke Axtell

O veneno que adocica os meus lábios, azeda meus órgãos.
Respirei-te, e nada bem fizeste-me. Destruíste-me. Com teu amor de espada afiada, torturaste-me até mais não poderes. Conheço esta dor, não é dor de morte, não. Conheço esta dor. Conheço-a, porque foi o que fez-me crescer. É a dor da traição.
Sinto-me a desfalecer. Olho ao céu e rogo por tempo suficiente para dizer-te adeus e uma palavra de ódio.
Lembro-me quando nos conhecemos. Trocamos palavras de carinho, desde o primeiro instante. Sempre foste adorado por todos, muito mais por mim. Davas-me a mão, sorrindo como se eu fosse tua prenda, quando na verdade era mais teu troféu por um prémio enganado. Deixei-me levar, verdade seja dita. Deixei-me levar por tuas doçuras!
Não tenho muito mais tempo. Por isso digo-te adeus, no momento que ponho os meus olhos nos teus.
Sei que irás sentir saudades minhas. Mas saudade é algo que indica um bom sentimento – o teu será de culpa. Sei que irás torturar-te diariamente, sabendo que o meu sangue foi levado para as tuas mãos, que o lenço da vida foi tirado-me, e jogado ao chão para sempre.
Adeus, sempre foste o meu amor. Adeus. E no meio deste adeus murmurado, não fui capaz. Não fui. Triste eu, triste que sou, triste que sempre serei.
Nem no momento que tua raiva levou-me, fui capaz de dizer o sentimento que nunca senti por ti.

Ódio.

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Fecha os Olhos e Escreve #67

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O escritor cria histórias de fantasia na sua mente, que transpira para o papel. Personagens com própria personalidade e características, surgem no meio das palavras, personagens que o leitor irá se rever nelas. Um mundo é criado, estradas são construídas para capítulos que guiam o leitor ao caminho a percorrer até chegar ao cerne da questão, ao que move o livro ou história ou conto. Toda história tem uma moral, quer esta seja inscrita ou descrita no decorrer da mesma, quer seja sabida ou descoberta após mil e uma tentativas. E essa moral que move o leitor, que inspira o escritor e leva à sensação de pertencer à história. Deixa-te levar! Deixa-te levar pela história que um escritor conta e descobre uma vida que nunca esperaste conhecer. Algo que mudará a tua vida, para todo o futuro que virá.

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Fecha os Olhos e Escreve #66

Desafios fazem-te maior, desafios fazem-te crescer. São os obstáculos que a vida mete-nos a enfrentar que nos tornam em alguém mais forte do que alguma vez fomos. Mas como humanos com fraquezas e qualidades, por vezes esquecemos as segundas  e achamos que as dificuldades serão uma das primeiras. E se as dificuldades forem apenas lições para um futuro melhor? Porque são. Tu não fazes erros, tu tens lições de vida a aprender, por isso aproveita-as todas e retira conhecimento novo de cada uma delas. Porque tudo isto que se chama vida, todos os pontos baixos e pontos altos, são algo que não podes dominar. Somente podes dominar o que retiras desses pontos altos e pontos baixos… e crescer.

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Fecha Os Olhos e Escreve #65

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Existe uma vela. Uma vela de cera mágica, e pavio de fantasia, com chamas de historiadores léguas distantes de nós, no tempo e no espaço. Existe uma velha, com verrugas de meter medo, sorriso sem vê-lo.
Existe uma vela. Ela conta contos que mais ninguém consegue contar. Faz crianças sonhar! Existe uma velha. Ela anda com sua coruja de companhia, e esconde-se do mundo no alto da montanha mais assustadora. Existe uma vela – mas se existe, eu não sei – que é capaz de pôr o homem com menos sorrisos em sua vida, chorar de sorrir.
Existe esta vela. Exista esta velha. Uma velha nos seus duzentos anos, que fabrica velas à quinhentos. Misturando cera de dia, enchendo os compartimentos de noite. E assim vive seus dias, escondida do céu e da gente. Esta vela existe – mas não sigam minhas palavras como certas, pois nenhuma velha vi, mas uma vela tenho. Não pensem que uma velha bruxa fabricaria velas tão belas, e é por esse motivo que não acredito em lendas tais. Pois quem, que no seu sangue corre líquido ardendo por malvadez, faria tal vela que só seria capaz de provocar o bem?

Nem todo o que tem sangue mau a correr em suas veias, é capaz do mal que lhe foi incutido a fazer. Antes de julgares as velas por sua velha; julga a velha por suas velas.

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Fecha os Olhos e Escreve #64

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Eu sou o mau da fita. Eu sou o vilão. Eu sou o que provoca todo o caos e nunca o resolve. Esqueceis, que eu é que sofro mais com a destruição, porque iria eu causa-la em primeiro lugar?

Mas onde estão vós quando o mal se instala? Fogem para as montanhas, gritam “a culpa é dele”, como se isso evitasse algo. Deixam-me a lidar com cacos partidos e espinhos, sem que ninguém os tire da minha pele, vendo-me com uma pinça numa mão e um ar doloroso na minha face.

O mal é culpa minha. Sempre disseram-no. Mas vós, que andais na sorte grande, a gabar-se, esquecem-se que eu guardo meus objectivos cumpridos no meu coração, e nunca os partilho, porque dizem sempre que não os mereci. E minhas dores, guardo-as bem fundo, sabendo que vós nunca ireis ouvi-las sem culpá-las nos meus ombros.

Eu sou o que provoca o mal, mas ajuda-vos para o bem. Eu sou o ajudante. Eu sou o bom da fita. Vós é que esqueceis.

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Fecha os Olhos e Escreve #63

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Era o último dia do verão, o último dia de esperanças solarengas que alimentam este coração. Era o último dia do verão, mas o primeiro dia da minha vida sem dor, porque tudo o que se perde, faz encontrar-nos. E ao passo que escrevia no meu diário de pensamentos, o qual tinha sobre tudo, ponha as peças do mundo em meu redor. Azul não era jamais azul, mas vermelho escarlate, e o vermelho era verde. Nada era o que era, nada era o que aparentava, nada era o que eu achava. Mas ao mesmo tempo tudo fazia sentido. O sol nascia onde se ponha, e eu acordava onde eu me sentia inteira. A lua surgia ao mesmo tempo que o sol, e eu sentia que a outra metade do meu coração estaria por aí. Só teria de continuar a lutar. E no primeiro dia do outono, eu já teria respostas a perguntas que nunca impus.

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Fecha os Olhos e Escreve #62

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Quando alguém faz uma piada com algo que é importante ou foi marcante, o teu coração arde. Parece que o sorriso que outrora tinhas, lutas para manter enquanto desafias o teu corpo de não reagir negativamente ou mostrar quão magoa. Quando alguém pega nas tuas inseguranças e torna-as num riso alegre, sentes os teus interiores sendo torcidos como uma toalha antes de a pôr a secar, para toda a água sair juntamente com a tua felicidade natural. Não és tu, és as tuas inseguranças – ou assim sentes – já não és mais tu, as tuas qualidades e sorrisos, mas defeitos e pontos negativos. Quando alguém usa-te contra ti próprio, perdes toda a tua força, que uma vez manteve-te nesta terra, e desejas não ser tu. Quando tu… é tudo o que podias desejar ser, pois tu és tu e isso basta-me.

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Fecha os Olhos e Escreve #61

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Ele gostava dela. Ela gostava de outro. Ele nem sonhava com tal conhecimento, e ela jurava que ele nunca saberia. Mas alguém com poder na matéria, pô-lo a par das notícias que ouvira dizer, e tudo desabou. Como um fio de água que embate numa rocha e respinga tudo em seu redor, o novo descobrimento espalhou-se por ouvidos a quem nada tinha a ver o assunto privado do casal partido. O que era aparentemente uma pintura impressionista com significado claro, tornou-se numa mistura de cores e linhas, como obra de um pintor irritado. E tudo ficou deixado no chão, ao sabor da brisa que o passado levava e abandonava. E como tudo começou, com dois desconhecidos que tornaram-se amores – tudo acabou. Com dois desconhecidos. Novamente e para sempre.

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