Ideias são baratas – Brandon Sanderson

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“Quero escrever e criar”

Bom dia, hoje quero-vos falar de ideias. Ideias para escrita. Um amigo meu mostrou-me um vídeo de Brandon Sanderson, sobre “Ideas are cheap”, que se traduz em “ideias são baratas”. Deixo aqui o vídeo, para quem quiser e compreender inglês, sendo que não tem legendas – e falo mais sobre o vídeo a seguir.

Um dos pontos que ele primeiro fala é como as ideias são baratas. Por isso mesmo ele explica que se estamos trabalhando num livro à muito tempo, digamos 10 anos, e não saímos desse ciclo… é sempre melhor pô-lo de lado e trabalhar em algo paralelo, algo diferente, para então regressão ao livro inicial e como melhores escritores. Concordo com isto, visto que eu, pessoalmente, faço-o sem me aperceber e ajuda. Quando nos viciamos, por assim dizer, numa ideia, ficamos presos a uma ideia apenas. E a criatividade bloqueia, e não conseguimos abranger mais tópicos. Um escritor, já ouvi dizer em muitos lugares, deve escrever sobre diferentes assuntos, não só o que é confortável.  Mas se acharem que a vossa ideia inicial era boa, regressem sempre a ela! Uma dica minha, e que funcionou em termos não “de sucesso” mas de “motivação na escrita” é se a ideia mantém-se na vossa cabeça noite e dia, após dia após dia, então deve ser algo que devem trabalhar.

O segundo ponto que fez-me abanar a cabeça em tom afirmativo foi esta frase, que será o meu lema a partir de agora:

“Um bom escritor pega numa má ideia e faz um bom livro. Um mau escritor pega numa boa ideia e faz um mau livro”

Não quer dizer que se o que escrevemos sai mau, somos maus a escrever e deveriamos desistir. Não! Mas o que quer dizer é que, não estamos ainda no patamar certo e devemos trabalhar em melhorar, continuamente. Não há nada como um escritor perfeito, acho eu que estamos sempre a subir patamares, a tentar atingir algo que é melhor que o nosso escritor de agora. E se querem melhorar, então quer dizer que como eu, gostam mesmo de escrever e interessam-se em ser cada vez melhor. E isso significa mais que a “qualidade” do vosso trabalho, porque a “qualidade” vem com prática. E ponho qualidade em aspas, porque é assim que acho… não é que seja má qualidade, é só um texto pouco trabalho. Por vezes tem uma boa ideia, só não foi trabalhada ao máximo. Segunda vez, segunda tentativa, será muito melhor e a sua “qualidade” será de topo. Acreditem.

Só queria partilhar-vos isto, espero que gostem. E tenham um bom sábado.

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Dia Mundial do Livro 2016

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Livro.

Dá-me histórias para reviver nos meus sonhos, dá-me ideias de como desejar a minha vida, inspira-me, alimenta-me de energia e oferece-me refúgio!

Livro.

Sê meu amigo nos momentos mais tristes da minha vida, sê meu ombro de apoio, meu braço direito e guarda do meu coração.

Livro.

És tudo isto, e és mais que isto. És tu.

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Dia Mundial do Escritor 2015!

Lápis ou caneta. Computador ou caderno rabiscado. Borracha ou rasurar. Contos curtos ou histórias de sagas. Duas linhas ou duas páginas. Privado ou público. Para ti… para o mundo! Tudo conta, neste mundo em que o nosso interior quer contar uma história. Escreve uma música com toques estruturados por sílabas, vírgulas e pontos, sem esquecer os pontos de exclamação – mas com moderação. Bebe café, chá ou whiskey – não sejas os teus escritores preferidos, sê tu mesmo. Deita um pouco de ti em cada história ou poema, mas de modo a que o leitor se questione sobre qual canto és tu – quando na verdade és apenas uma palavra única, no meio da frase mais simples mas com mais significado. Não desistas porque outros acharam impossível, continua porque para ti é possível. Faz o que te faz feliz, não o que te garante elogios. Os elogios logo viram.

Escrita para mim é a minha maneira de continuar viva e mente limpa. Cada um que escreve tem a sua razão para o fazer: quer seja um diário onde liberta frustrações diárias ou semanais; uma crónica em que explica sua opinião num assunto que despertou sua atenção; ou uma história que demonstra a sua observação ou criatividade. Ou uma mistura de todas. Ou uma razão completamente alheia.

Isso não importa. Escrita é uma arte, e arte é uma forma de expressão. E é isso que importa, que tenhamos uma forma de expressarmos-nos. Algo que nos faça querer prosseguir, sentir orgulhosos e sorrir quando está terminado e pensamos “uau, eu cheguei longe!”. Algo que nos faça querer melhorar, sem nunca desistir. Sim, vamos querer desistir. Mas é aí que está a beleza de tudo…

No fim, algo no mais ínfimo de nós diz “e que tal mais uma vez?”.

E acredita no que te digo, essa questão será sempre imposta. E será sempre impossível dizer que não.

  • Elizabete Reis