Diário de Escrita #46

Terminei o último capítulo do que assumi ser a primeira parte da história. Estou orgulhosa de mim porque… porque foi capaz de inserir uma cena que deliciava-me só de imagina-la. Não digo pormenores, mas é a minha preferida até agora. Esperemos que haja muitas mais assim.

Pois bem, vou nas maravilhosas 40 mil palavras, o que significa que ainda é pequeno para os meus standards, mas como devo dividir em duas ou talvez três partes, tudo ficará bem.

Sexta-feira sai a próxima parte de “Cheira-me a Espírito de Natal”, e podem ler a primeira aqui.

Acho que é tudo por agora, vejo-vos no próximo post. Como foi o vosso feriado?

  • Elizabete Reis
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Diário de Escrita #41

Finalmente apresentei a última personagem e gostei da maneira como a introduzi. Literalmente, sim, gostei.

Escrevi um total de 1081 palavras e atingi as 33 mil.

Isto passou-se ontem, mas só pude actualizar hoje. Desculpem não ser mais concisa neste post, mas não tenho muito a dizer.

Tenham um bom domingo.

“Não me sinto inferior aos outros, apenas… tenho medo.

Mas é um medo cego e doloroso.”

(algo que escrevi sobre essa personagem)

  • Elizabete Reis

Diário de Escrita #40 + Excerto!

“- Que é isso? – perguntei, semi-cerrando os olhos ao sol que embatia na minha face. Afastei-me na diagonal mas acabei batendo com o ombro em Leonardo – Desculpa.

– Não tem mal – tocou no meu ombro – Isto, minha cara Mar, é-

Ele começou a abrir o estojo, preparando-me para mostrar-me quando eu soltei uma pergunta que pairou no ar durante segundos, como um fumo num ambiente sem vento.

– Mar?

– Sim – riu-se – Marta começa com mar eu gosto do mar. Não gostas?

– Prefiro as montanhas – repliquei, só apercebendo-me depois do que ele quis dizer e corei – Câmara?

– Uma câmara SLR – fechou os olhos, como que imaginando o primeiro momento que a teve nas suas mãos – Custou-me uma pipa de massa e três meses de part-time mais uns troquinhos dos meus pais, mas finalmente a tenho – colocou a fita ao pescoço e ergueu-a no ar – Passarinho!

Gritei “não”, rindo de nervosismo. Rodei o meu torso e cabeça, tapando a minha face com as mãos e a minha bolsa que pendia do meu ombro e segurei com uma das mãos para extra protecção. Leonardo soltou uma gargalhada, e apontou o ecrã da câmara para eu ver a foto. O meu cabelo esvoaçava no ar, escuro e com tom cremoso contra a minha pele pálida do meu braço, como ganache num cupcake de baunilha.

– Se bem que se mostrasses a tua cara ficava melhor.

– Duvido – murmurei.

– Duvidas, é? – ele riu-se e eu não percebi bem porquê. Tossiu para clarear a voz – Então, que gostas de fazer?

– Gosto de desenhar, vou seguir artes.

– A sério? Podias desenhar-me?

Corei e sorri. Só me lembro de olhar para o chão com sobrancelhas elevadas em timidez quando um flash cegou-me ligeriamente e um click quebrou os meus pensamentos de vergonha. Ele tinha tirado uma selfie a nós os dois. Virou a câmara e escolheu a opção de rever a fotografia, sorrindo para si.

– Esta não te mostro – revelou para mim, escondendo a câmara distante de mim.

– Porquê? – coloquei as mãos na minha cintura, em pose séria – Está assim tão má?

O seu riso era alto e sorrateiro, marcante e inesquécivel. Como o primeiro dia de sol depois de um longo inverno, quente e acolhedor, mas estranho na pele.

– Vais ter de merecer ver a fotografia – empunhou a máquina com sorriso de soslaio por detrás desta máquina preta – Faz pose.

– Não – estiquei o braço para esconder-me. Flash – Leonardo!”

(Cartas Para Amanda, esboço)

Escrevi 2334 palavras, o capítulo mais longo até agora. O que faz com que tenha 32160 palavras  escritas até agora. Este primeiro esboço está correndo bem, no próximo capítulo vou “apresentar” a última personagem importante. Mas não é o Leonardo nem a Marta. Só achei que devia partilhar algo, porque comecei a rir bastante para mim mesma ao escrever esta cena. Na minha cabeça parecia algo interessante, mas não sei se o transmiti assim tão interessante.

Não escrevo mais por hoje, por mais que tenha inspiração, pois estou cansada e tenho uma longa manhã amanhã, por isso devia começar por… dormir.

Boa noite, e bom final de semana – ou seja, quinta e sexta. Vejo-vos no próximo post!

  • Elizabete Reis

Diário de Escrita #39

Finalmente escrevi algo, desliguei-me da internet e escrevi umas 1491 palavras, completando o capítulo 19. O que deixou a história nas 29821 palavras, tão perto das 30 mil. O que é um grande feito para mim. Vou introduzir a última personagem importante no próximo capítulo, terei é que sonhar como pois… não sei. Tenho uma vaga ideia.

No total, a história fala do dia-a-dia de duas personagens, uma mãe e uma filha da amiga dela, que vive com esta família. As outras personagens são personagens secundárias, mas importantes na segunda parte da história.

Amanhã escrevo mais.

E devo dizer… hoje parece sexta-feira, e não sei porquê!

  • Elizabete Reis

Diário de Escrita #38

“Ela correu ao ver que todos olhavam para ela, deixando-me a murmurar a única palavra que nunca chamaria a ninguém, a não ser a mim.”

É assim que acaba o que acabei de escrever. É um ponto de vista bastante difícil de escrever, mas consegui. E acho que ficou razoável, estou orgulhosa. A acção vai começar a acontecer. E graças a alguém com quem conversei à dias, vou tentar inserir romance. Se há um tema que requer muita dificuldade da minha parte, é romance. Não consigo. Ou fica muito frio, ou muito lamechas e eu gosto de um intermédio, por vezes mais para um lado que o outro, dependendo do que a situação em si requer.

Tirando isso, escrevi 1537 palavras. Não pude escrever mais cedo por motivos tecnológicos e por estar ocupada. O tempo estes dias está de chuva, o que inspira-me bastante. Até escrevia mais, mas estou cansada. E não sei que escrever a seguir. Talvez tenha uma ideia à noite.

Já agora, a história tem nome: CARTAS PARA AMANDA. Que acham? Talvez o mude, mas por enquanto continua assim. Ainda tenho tempo, mas achei que isso inseria-se melhor.

  • Elizabete Reis