Fecha os Olhos e Escreve #68

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Amor autêntico não desvaloriza outro ser humano – Brooke Axtell

O veneno que adocica os meus lábios, azeda meus órgãos.
Respirei-te, e nada bem fizeste-me. Destruíste-me. Com teu amor de espada afiada, torturaste-me até mais não poderes. Conheço esta dor, não é dor de morte, não. Conheço esta dor. Conheço-a, porque foi o que fez-me crescer. É a dor da traição.
Sinto-me a desfalecer. Olho ao céu e rogo por tempo suficiente para dizer-te adeus e uma palavra de ódio.
Lembro-me quando nos conhecemos. Trocamos palavras de carinho, desde o primeiro instante. Sempre foste adorado por todos, muito mais por mim. Davas-me a mão, sorrindo como se eu fosse tua prenda, quando na verdade era mais teu troféu por um prémio enganado. Deixei-me levar, verdade seja dita. Deixei-me levar por tuas doçuras!
Não tenho muito mais tempo. Por isso digo-te adeus, no momento que ponho os meus olhos nos teus.
Sei que irás sentir saudades minhas. Mas saudade é algo que indica um bom sentimento – o teu será de culpa. Sei que irás torturar-te diariamente, sabendo que o meu sangue foi levado para as tuas mãos, que o lenço da vida foi tirado-me, e jogado ao chão para sempre.
Adeus, sempre foste o meu amor. Adeus. E no meio deste adeus murmurado, não fui capaz. Não fui. Triste eu, triste que sou, triste que sempre serei.
Nem no momento que tua raiva levou-me, fui capaz de dizer o sentimento que nunca senti por ti.

Ódio.

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