As labaredas {Texto Solto}

As labaredas caminham como rainhas do campo

Levam tudo o que encontram, até o que outros amaram

Sem medo, receio ou culpa que as pese.

Mãos malditas, que atearam este fogo que aqui domina

E a destruição que pelo chão deixa, marca tudo o que

O trabalho de uma vida, cinzas foi desfeito.

Sem saber o que diga, rimas na minha manga não tenho

Pois todas o vento levou, que por aqui passou

Leve-me vento, leve-me. Não quero destruição

Não quero dor.

Quero uma vida a recomeçar do zero.

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Nota de autor: A minha região foi dominada por incêndios. Dias atrás tive de ver a destruição que o fogo deixou para trás, e partiu-me o coração ver a minha cidade, a cidade onde nasci, destruída. Felizmente que tudo recuperou, as pessoas lutam para sobreviver, ajudam-se uns aos outros. É na tristeza que vemos a força. E é isso que quero demonstrar neste poema. 

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