“A Ditadura da Beleza” Augusto Cury {Estante de Livros}

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Título: A Ditatura da Beleza

Autor: Augusto Cury

Sinopse: Com mais de 20 milhões de livros vendidos no Brasil, Augusto Cury retrata nesta nova obra o quotidiano das mulheres que sofrem em silêncio as consequências de uma cruel realidade do mundo moderno: a ditadura da beleza. Por todo o lado vemos, através da publicidade, dos media, da música, do cinema, a pressão tremenda a que estão sujeitas as mulheres de hoje no sentido de serem sempre mais magras, mais belas, mais elegantes e mais “produzidas”. Apoiando-se na sua vasta experiência como psiquiatra e investigador, Augusto Cury dá um grito de alerta contra essa forma de opressão que tem vindo a deixar mulheres, adolescentes, e até crianças, tristes frustradas e doentes. Narrado como um romance, este livro trata um tema de premente atualidade com as personagens e com a sua luta por uma vida mais plena. O autor leva-nos a compreender que a beleza está nos olhos de quem vê, e que devemos ter um romance com a nossa própria história, pois cada ser humano é único no palco da existência.


Minha opinião:

Neste livro de Augusto Cury, foca-se num tema muito conhecido, porém por vezes puxado para o lado, empurrado para a beira do prato e esquecido. “A Ditadura da Beleza” retrata a maneira como as mulheres modernas têm a tendência de se auto-maltratarem psicologicamente, por não serem de acordo com o que é publicitado como a “mulher ideal”. Sofrem do síndrome do PIB – Padrão Inatingível da Beleza. E como vítimas deste síndrome, sofrem em silêncio, com depressões, ansiedades, baixa auto-estima, transtorno alimentares. É aqui que a história se inicia, numa sociedade moderna, com mulheres vítimas destas amarras psíquicas. Elizabeth, uma mulher ocupada na revista Mulher Moderna, tem uma filha modelo que se chama Sarah, mas internamente sofre com tudo isto que o PIB acarreta – sofre com bulimia. Após uma tentativa de suicídio, cabe a Marco Polo, um psiquiatra, a entrar no meio do seu ser escondido, e percebê-la. A história no início revolve em redor da recuperação de Sarah, uma recuperação trabalhosa mas necessária para trazer-lhe de volta à vida. Recuperada, Marco Polo e Elizabeth estabelecem uma amizade que os irá ajudar a travar batalha, para pôr fim a esta “Ditadura da Beleza”. O que antes era a história de Sarah, tornou-se numa revolução!

Não tenho palavras para descrever esta obra. É maravilhosa, porém não captou a minha atenção muito mais para o meio, o que fez-me perder-me um tanto – no entanto, perto do fim, captou totalmente a minha atenção e fez-me ler o máximo que podia só para não perder pitada. É uma leitura filosófica, com personagens interessantes e faz-nos sentir como parte da história. Adorei, simplesmente adorei esta história.

Todavia, vou só dar-lhe 4 estrelas porque durante um pedaço, não teve muita acção que cativasse a atenção do leitor, mesmo sendo um período pequeno. E porque não deixou-me tão apegada ao livro como achei que ia estar. Porém, são 4 estrelas de maravilha, e de certeza que irei ler muitos mais livros de Augusto Cury, a sua escrita é perfeita, poética, filosófica e leva-nos a pensar sobre assuntos de uma forma distinta, com alegorias, metáforas e comparações bem planeadas. E com determinadas citações que deixa até o menos dos filosóficos, a assentir com a cabeça, sorrindo.

Recomendo!

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