Fecha os Olhos e Escreve #29

Tu abandonaste-me. Deixas-te-me às indiferenças do mundo, quando a única diferença que te pedi era amares-me como dizias que amavas. Agora perdi-me e tu em lado nenhum perguntas por mim, e eu sei pois pergunto por ti. Dizem que melhoraste, subiste de vida, e ficaste mais poderoso, mais ambicioso. Começo a questionar-me, sobre o que fiz na nossa relação. Será que abrandei-te, impedi-te de seres quem tu realmente eras? Choro. Choro porque sei que talvez era verdade. Dizem que arranjaste alguém. Mais bela, esbelta, alta e interessante. Sim, interessante. Como se eu fosse apenas um mero bloco de ossos com pele, nada de inspirador, nenhum brilho nos olhos ou sorriso iluminado; como se entre o meu queixo e testa, nenhuma beleza se enterrasse na maneira como os meus olhos fechavam quando sorria contigo, ou no jeito das minhas covinhas quando fazias-me rir ou até no avermelhar das minhas bochechas quando tocavas-me e dizias “amo-te”. Nunca quiseste que isso fosse realidade? Era tudo mentira? Se é diz-me, pois espero por uma realidade. Porque tudo agora parece uma miragem no meio do inferno de um rompimento amoroso. Sem nenhum lugar por onde ir, sem nenhum rumo que seguir, sem nenhuma direcção que escolher. Sem opções, sem ser a mais óbvia de todas: sobreviver. Der por onde der.

  • Elizabete Reis
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