Novo projecto? [Saúde Mental]

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“Em Portugal, a forma como se trata a saúde mental das crianças e adolescentes não tem comparação. “Não temos uma organização de psiquiatria na infância e na adolescência, como devíamos ter em Portugal”, considera. Além da falta de profissionais especializados, há, também, falta de camas nos hospitais. “Para toda a zona Sul, de Lisboa e Vale do Tejo, ao Alentejo e ao Algarve temos dez camas no Hospital de D. Estefânia para crianças e adolescentes com problemas de saúde mental”. E apenas os casos mais graves acabam por ser atendidos. “Ou seja, os casos ligeiros são recusados. Mas os ligeiros eram os que a longo prazo podiam ser tratados de forma a não terem problemas. Se investíssemos neles teríamos adultos saudáveis”.”

in Económico

“Das 10 doenças que mais contribuem para incapacidade de trabalho, cinco são de foro psiquiátrico, com destaque para a depressão, os problemas ligados ao álcool, as perturbações esquizofrénicas, as doenças bipolares e as demências”

in Jornal de Notícias

“As pessoas com problemas de saúde mental são ajudadas tarde e, na grandemaioria das vezes, mal. (…)“Um dos maiores problemas em todos os países analisados ​​é o descompasso entre as necessidades das pessoas que sofrem de problemas de saúde mental e os serviços que são prestados””

in Observador

“Características temperamentais de emocionalidade negativa (tristeza, timidez, agressão, medo, etc.), estratégias de regulação emocional menos eficazes, maior número de acontecimentos de vida negativos na escola, com os amigos e com a família, bem como experiências de abuso e negligência e fraco desempenho escolar são fatores que deixam os adolescentes mais vulneráveis à depressão”

in Observador

“Margarida Gaspar de Matos considera que é necessário olhar com atenção para a saúde mental dos jovens e procurar medidas: “o decréscimo global desde 2010 da sua saúde percebida, tanto a nível de sintomas físicos como de sintomas psicológicos de mal-estar, sugere que a saúde mental dos adolescentes é um assunto subestimado e a carecer de atenção urgente”.”

in Notícias ao Minuto

Podia estar aqui sem fim a falar de notícias sobre o assunto. Saúde mental é mal compreendida e muita gente vê a depressão, suicídio, auto-lesão (detesto o nome “auto-mutilação”) ou disturbios alimentares como uma maneira de ganhar atenção, quando na verdade muitos desses que sofrem… fazem tudo para esconder. Paradoxo. E nem mencionei as doenças mentais que faz outros chamarem aos pacientes de loucos, perigosos e alvos de críticas. Ou os olhares de piedade e “só tens de ver o lado positivo” ou “não tens idade suficiente, eu com a tua idade eu (inserir acontecimento, ao qual chamo falácia)” ou até mesmo o “há quem tenha pior”.

Sempre defendi pessoas que sofrem com estes problemas, quis seguir psicologia mas por motivos de força maior não pude. Então comecei a criar blogs de ajuda que apaguei, infelizmente, e a participar numa comunidade mundial em que faço de ouvinte para quem está sofrendo ou tendo dificuldades. Ouvi muitas histórias de pessoas que sofreram bastante, de maus-tratos, de discriminação e pessoas rebaixadas e feitas culpadas por algo que elas nem culpa tiveram.

Isto não é justo para quem sofre, não é justo para quem conhece quem sofre. Simplesmente não é justo para nenhuma das partes.

Há dias estava ouvindo umas músicas da G. R. L e encontrei a música Lighthouse. Adorei tanto que parte de mim disse, procura a história da música. Aparentemente, uma das cantoras da bandasuicidou-se meses atrás. As colegas do grupo musical não cantaram mais até arranjarem forças para criar esta música e participarem dum grupo americano de ajuda para a saúde mental. Fez-me rever a história que queria escrever para o NaNoWriMo em Novembro. Mas a história da rapariga não sai da minha cabeça.

É por isso que decidi escrever um livro sobre o assunto da saúde mental.

Se sofreram com a vossa saúde mental ou conhecem quem passou: enviem-me um e-mail com a vossa história, com o que quiserem contar dela. Pode ser sobre como vocês viveram ou como viram alguém viver ou sofrer com isso. Podia ir ao google procurar? Podia. Mas cada pessoa tem a sua maneira, as doenças mentais como depressão e bipolar, não seguem guião. Existem parecenças, mas tal como duas pessoas não são iguais, os motivos que os levaram a sentir-se assim ou desenvolver uma doença como esquizofrenia, são diferentes. Não precisam de enviar o vosso nome, podem ou inventar um nome ou simplesmente pôr “Anónimo”. As histórias que enviarem serviram de guia para a escrita do livro – ou seja, vou basear-me nelas para criar as personagens.large (2)

Agradecia que ajudassem, quer a enviar ou a partilhar com outras pessoas, através do blog ou através do Facebook.

O post do Facebook encontra-se neste link: (aqui)

E assim despeço-me, desejando a maior das forças a quem esteja a ler este post e está sofrendo. Prometo-vos… alguém neste mundo importa-se.

 

Beijos, xx.

Elizabete Reis ❤

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