Estante de Livros #1

Sabem quando lêem a sinopse e até mesmo algumas das páginas iniciais dum livro, no meio de uma livraria vazia e aquelas palavras ficam na cabeça até ao momento que recebes o troco e talão, e seguram esse tal livro nas vossas mãos, com um sorriso? Incapazes de ler outro livro até esse livro estar na nossa estante? Só dois livros fizeram-me isso até agora. O primeiro foi o “A Culpa é das Estrelas”, de John Green. Passei uns bons meses com esse livro na cabeça, mas com receio de o ler e detestar, como aconteceu-me com um livro da Nora Roberts (se gostam de livros com pouca acção e romances, são bons livros de ler… mas não para mim) que detestei a partir da página 100.

Antes de ler este livro, fiz pesquisa. E encontrei um episódio piloto baseado no livro. Ora, decidi ver qual era a história e se ia gostar. Se gostasse do episódio, de certeza que iria adorar o livro. E foi bem verdade.

Ao ponto que vi o episódio e achei que estava mal feito, mal organizado, mal realizado mas decidi dar uma oportunidade ao livro e, compra-lo.

Vamos agora à sinopse, resumida:

O amor é considerado uma doença. Amor Deliria Nervosa. E o governo arranjou uma cura para o amor, acreditando que assim a sociedade pode viver em paz e segurança, o que, percebesse ao longo do livro,  é um paradoxo. Lena anda esperando pelo tratamento desde criança, quando perdeu a mãe para a doença. Este tratamento só pode ser realizado em maiores de dezoito anos, por complicações graves, então Lena espera à medida que a espera vai ficando mais pequena. Porém, acontece o impensável – ela apaixona-se e exibe todos os sintomas de deliria, pouco tempo antes do seu tratamento, que irá eliminar toda a parte de si que pode amar ou sentir-se amado, sendo depois escolhido um pretendente, quantos filhos terá, como será o seu futuro e mais importante – nunca mais sentirá algo que seja. Vivendo assim para sempre.

Desde já digo, que vejo muitas parecenças no planeamento da história, com Divergente, de Veronica Roth, mas à medida que ia lendo, mudei de opinião. Este livro fez apaixonar-me pela Lena e a sua história de vida, também pela maneira como ela recusa a doença até estar “infectada” e não querer voltar atrás. Mostra o que o amor pode fazer às pessoas, de uma forma muito drástica (nem toda a gente, na nossa sociedade, ama assim com tanta intensidade – mas talvez Lauren Oliver teve de buscar exemplos de amores como Romeu e Julieta). É um livro viciante, não o quis pôr longe de mim e não saía da minha cabeça por um momento. Foi também um livro que fez-me lança-lo para o outro lado do sofá, pondo os joelhos ao peito e gritando “não” um milhar de vezes.

Acreditem ou não, foi mais calmo que quando li Hush Hush de Becca Fitzpatrick e não reparei que faltava um capítulo e cai do sofá abaixo. Se alguém leu Hush Hush, perceberá porquê.

Quantas estrelas dou a este livro?

5 estrelas. Pelo final. Deixou-me pendurada e mal posso esperar que o segundo livro saía em Portugal, para puder ir à livraria compra-lo sem demoras. Talvez compre em inglês, só para não ter de esperar muito.

Agora tenho na minha lista os recentemente publicados em português do John Green. Quando puder vou trazê-los para casa e enfiar a cara neles, como nos dois outros que li dele.

Gostaram desta ideia, de falar de livros que leio? Tomem em conta que leio particularmente livros para jovens adultos (young adult, como em inglês) daí os livros que escrevo serem no mesmo ritmo.

– Elizabete Reis <3, respirando fundo, fechando os olhos e agradecendo a Lauren Oliver por publicar este maravilhoso livro!

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